domingo, 15 de julho de 2018

A importante causa dos profissionais da enfermagem do nosso Município



Recebi via WhatsApp um importante pedido para apoiar um abaixo-assinado eletrônico. E, logo após lido o texto no Avaaz, prontifiquei a colaborar. Trata-se do movimento "Nada Além do Justo" defendido pelos profissionais da enfermagem que laboram na rede municipal de saúde de Mangaratiba.

Estas são as revindicações do movimento que está organizando uma manifestação para amanhã na cidade:

"As prioridades para o movimento é que se respeitem o piso salarial estadual da enfermagem em todas as suas categorias, de acordo com a Lei 7.898/2018, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia 28 de maio de 2018, onde se determina que os auxiliares de enfermagem devem receber R$1.325,31, os técnicos em enfermagem, R$ 1.605.72, os técnicos de instrumentação cirúrgica, R$2.241,77 e os enfermeiros, R$3.044,78 e que a escala de trabalho seja de 24 horas semanais de acordo com o edital 001/2015 do último concurso não somente para os funcionários concursados, mas para todos da classe de enfermagem do município.
O movimento também luta pelo direito dos funcionários tirarem férias remuneradas, já que a grande maioria já encontra-se com pelo menos um período vencido e precisam exercer seu direito de imediato.
Para os funcionários contratados, deve-se revisar o contrato empregatício de cada um para que os mesmos tenham mais estabilidade e segurança financeira em suas funções. Os mesmos, além de terem o seus descontos de FGTS na folha do contracheque deveram contar com o pagamento de multa rescisória por parte da Prefeitura em caso de demissão sem justa causa de acordo com o tempo de serviço e o cumprimento ou não de aviso prévio e também deverão ser estabelecidos vínculos empregatícios com base na CLT.
Os funcionários dos setores do Hospital Municipal Vitor de Souza Breves e dos postos de saúde não deverão sair em remoções seja qual for a natureza. Para tanto, deverão ser contratados um técnico em enfermagem para cada ambulância e UTI móvel do hospital e de cada posto e um enfermeiro para cada ambulância e UTI móvel do hospital e de cada posto. A contratação do enfermeiro para as ambulâncias deverá ocorrer para que se respeite o parecer 36/2014 do COFEN"

Como é de comezinha sabença, o direito de férias é algo constitucionalmente reconhecido pois se encontra expresso no art. 7º, inciso XVII da Carta Magna. E, por sua vez, repete-se no art. 34, inciso XI da Lei Orgânica Municipal, quanto aos servidores públicos municipais. Logo, é uma afronta a Prefeitura estar negando algo assim tão basilar nas relações trabalhistas.

Além disso, dispõe claramente o artigo 109 da Lei Municipal n.º 05/1991 que é vedada "a acumulação de férias, salvo por imperiosa necessidade do serviço e pelo máximo de 02 (dois) períodos, atestada a necessidade pelo chefe imediato do funcionário". E, por isso, a Administração Municipal vem descumprindo a legislação há tempos pois são muitos os profissionais da saúde que há anos estão com as suas férias atrasadas.

Em relação à carga de trabalho dos técnicos de enfermagem, cuida-se de outra causa bem justa. Não só porque as regras do último concurso previram um labor de 24 horas por semana (clique AQUI para acessar o texto do Edital) como também a própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que a jornada de 30 horas é a mais adequada para profissionais de saúde e usuários dos serviços. E isto foi ratificado pela Internacional de Serviços Públicos – ISP, Sub-regional Brasil, entidade sindical que representa oficialmente os trabalhadores do setor público na OIT.

Finalmente há que se respeitar também o piso da categoria, o que, no caso, é algo pertinente a todos os servidores municipais da Prefeitura de Mangaratiba, os quais estão com seus vencimentos defasados. Inclusive, há dois anos eles estão sem a revisão geral anual, havendo até ação ajuizada pelo sindicato neste sentido. Mas, mesmo que venham a receber até 15% de reajuste sobre os parcos R$ 1.014,09 (mil e catorze reais e nove centavos) vencimento de todos os que estão no grupo funcional técnico, nível 1, classe 1, do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações, ainda não será suficiente.

Torço, portanto, para que o movimento da enfermagem dê certo e que as reivindicações sejam atendidas pois se tratam de direitos que devem ser respeitados. E quem puder colaborar com a causa desses profissionais, não custa acessar o link e assinar eletronicamente:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Prefeitura_Municipal_de_Mangaratiba_Nada_Alem_do_Justo/?tXndGeb

Ótima semana a todos!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Como desenvolveremos o ecoturismo no Parque Municipal da Pedra do Urubu?



No dia 11/07, o portal da Prefeitura na internet (e também o seu perfil oficial no Facebook) noticiou a ida de uma equipe das secretarias de meio ambiente e de turismo ao Parque da Pedra do Urubu. A matéria intitulada "ORDENANDO O TURISMO", cuja autoria é atribuída a Claud Bernard Louzada, informa o seguinte:

"Mangaratiba cumpriu mais uma etapa do projeto que visa o ordenamento turístico da cidade. A Secretaria de Turismo, Cultura, Eventos, Esporte e Lazer em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e o Parque Estadual do Cunhambebe (PEC) realizou o mapeamento e marcação das trilhas do Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu, localizado no primeiro distrito.
A mobilização teve direito até a rapel (atividade vertical praticada com uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões). A caminhada contou com a participação do secretário de Turismo Alex Barros e equipe, além do biólogo Leonardo Machado, da equipe de Guarda Parque do PEC.
“Essa ação visa proteger, ordenar e sinalizar as áreas preservadas, que podem ser utilizadas por todos, tanto moradores quanto turistas, mas com responsabilidade e sustentabilidade”, destacou o secretário Alex Barros"
Este conteúdo faz parte do site oficial da Prefeitura de Mangaratiba. Solicitamos a utilização com o cuidado de publicar com os devidos créditos. Esta é uma produção da Secretaria de Comunicação e Eventos. http://www.mangaratiba.rj.gov.br/novoportal/noticias/ordenando-o-turismo.html#ixzz5LAb7GRRD

Achei essa divulgação necessária, porém não posso deixar de fazer algumas considerações.

Como se sabe, o Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu foi criado pela Lei Municipal n.º 1.024, de 13 de outubro de 2016. É, portanto, uma unidade de conservação recente e que completará dois anos daqui a exatos três meses. Porém, a própria norma jurídica já diz no parágrafo único do seu artigo 4º que a "Secretaria de Meio Ambiente Agricultura e Pesca adotará de imediato as providências necessárias para demarcação, divulgação, sinalização e proteção do Parque".

Por sua vez, o artigo 6º da Lei diz que a mesma secretaria, "no prazo de 180 dias, deverá elaborar o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu para apreciação e aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente ". E isto, diga-se de passagem, era pra ontem!


Conforme comentei na postagem feita no Facebook, igualmente importantes também seriam a colocação de placas ali, a construção de uma portaria com uma guarita e um agente ambiental tomando conta, bem como roteiros e informações sobre os locais a serem observados dos pontos estratégicos. Pois é indispensável dar ao lugar uma estrutura básica para fins de recebimento de visitantes, valendo lembrar que já estamos na alta temporada para os praticantes do montanhismo e modalidades semelhantes dos chamados esportes radicais.

É certo que investir e manter tudo isso poderá ser custoso para o Município. Ainda mais se não houver a cobrança de ingressos. Porém, a solução pode estar justamente na própria Lei onde diz o parágrafo único do art. 6º que:

"Poderão ser efetivados convênios com pessoas físicas e jurídicas e organizações não governamentais legalmente constituídas, com o objetivo de desenvolver atividades estabelecidas no Plano de Manejo do Parque."

Sendo assim, entendo como indispensável que, uma vez cumpridas as exigências legais, a Prefeitura busque parcerias com a iniciativa privada (tanto empresas quanto ONGs). Aliás, o próprio artigo 4º caput da norma em questão pode ser revisto pela via legislativa a fim de que a gestão da área seja futuramente concedida ao particular buscando atender o interesse público. Claro que sempre ouvindo à sociedade com a mais ampla democracia.


Ótimo final de semana a todos!

OBS: Imagens acima extraídas da postagem da Prefeitura no Facebook.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Um projeto que valoriza a cultura popular no Município e anima a vida dos idosos



Dentre os vários projetos de lei apresentados pelos nossos edis no primeiro semestre do corrente ano, houve um que achei bem interessante para a cultura popular dentro de Mangaratiba. Trata-se do Projeto de Lei n.º 21/2018 de autoria do ver. Helder Rangel (PSDB), o qual autoriza o Poder Executivo a instituir as "Olimpíadas Municipais de Jogos Populares".

Mas, afinal, o que vem a ser isso?

Segundo diz o artigo 2º da proposição, tratam-se de jogos como buraco, sueca, dominó, purinha, dama, xadrez, ioiô, dentre outros que costumamos ver pessoas em nosso Município praticando cotidianamente com espontaneidade nas praças. Principalmente o público masculino já aposentado.


A ideia do autor do projeto é que a Prefeitura, nos meses de agosto e setembro de cada ano, passe a realizar um evento com a finalidade de promover entretenimento para a população do Município, com foco principalmente no público idoso. Senão vejamos o que consta no texto da justificação apresentada na qual o vereador fala da necessidade de criação de um "novo atrativo" na época por ele sugerida:

"O objetivo desta proposição é promover entre os cidadãos de Mangaratiba, sobretudo o público idoso, atividades ocupacionais de entretenimento e de lazer. A ideia do projeto é que tenhamos anualmente, entre os meses de agosto e setembro, torneios de jogos populares como buraco, sueca, dominó, purinha, dama, xadrez, ioiô, e outros. A escolha da data se justifica pelo fato de que os meses de agosto e setembro tratam-se de uma época, após o recesso escolar de julho, em que precisamos oferecer atividades de divertimento para a nossa população local e, ao mesmo tempo, criar um atrativo novo dentro de Mangaratiba. Por outro lado, trata-se de reconhecer a cultura popular e valorizar aquilo que muitos munícipes já fazem quase que cotidianamente, dando a eles a oportunidade maior de participação e de convivência comunitária." (Helder Rangel)

Sem dúvida, fortalecer essa convivência é fundamental dentro de uma sociedade pois é algo que agrega gente e evita que idosos se sintam solitários num mundo onde as pessoas têm se comunicado cada vez menos presencialmente. Até porque muitos deles nem sempre encontram a oportunidade de dialogar com filhos e netos dentro de casa e os tais jogos incentivariam o encontro com senhores e senhoras da mesma faixa etária.

Vale lembrar que eventos assim têm feito sucesso em outros municípios a exemplo da foto acima sobre uma partida de truco numa cidade paulista, conforme extraído do portal da Prefeitura de Itanhaém na internet. Trata-se, pois, da realização do "JORI", sigla esta que significa "Jogos Regionais do Idoso".

Espero que a proposta seja aprovada pela Câmara Municipal e depois sancionada pelo prefeito em exercício ou quem vier a sucedê-lo depois das aguardadas eleições suplementares. Afinal, é algo que poderá enriquecer muito a cultura da cidade e alegrar os dias dos nossos idosos.

Ótima quinta-feira!



sábado, 9 de junho de 2018

É preciso que seja retomada a audiência pública sobre transportes!



No ano passado, a nossa Câmara Municipal convocou uma audiência pública sobre os transportes intermunicipais de passageiros com a finalidade de se discutir os maus serviços da então concessionária Expresso Mangaratiba. É o que foi noticiado em 02/05/2017 no portal oficial da casa legislativa (clique AQUI para ler).

Inicialmente prevista para acontecer em 21/06/2017, às 18 horas, no Iate Clube de Muriqui, houve uma remarcação para a data de 13/09/2017, no mesmo horário e local, com uma abrangência maior do que inicialmente requerido. isto porque as novas empresas (Expresso Recreio e Reginas) passaram a executar os serviços no lugar da Expresso Mangaratiba que tinha sido afastada pelo DETRO e já estavam surgindo algumas reclamações. Inclusive sobre o acesso dos usuários cadeirantes aos coletivos.

Ocorre que, havendo se passado mais de um ano depois que vieram as novas empresas, as insatisfações dos consumidores permanecem. Principalmente em relação à Expresso Recreio devido à baixa frequência dos horários cumpridos. E, por esses dias, um internauta fez uma comentada postagem nas redes sociais a respeito dos ônibus que antes eram novos e modernos mas que agora seriam menos confortáveis.


A meu ver, conforme havia comentado mais cedo na edição de hoje do blogue Notícias de Itacuruçá, entendo que os ônibus da Expresso só precisam ser seguros, adequados e suficientemente confortáveis para uma viagem que, diga-se de passagem, não chega a durar uma hora até Itaguaí. E, dependendo do trânsito, pode-se gastar menos de trinta minutos indo de Muriqui, distrito onde moro, até à cidade vizinha.

É certo que os carros anteriores, colocados assim que a empresa substituiu a concessionária afastada, eram de qualidade, mas logo surgiram críticas quanto à acessibilidade do cadeirante nos coletivos e as dificuldades no transporte de pessoas em pé (algo que sempre questiono), mostrando-se inadequados. Já os atuais são simples e falham quanto à ausência do ar condicionado, pois nenhum deles têm refrigeração.

Penso que, se até outubro do corrente ano a empresa cumprir os horários, colocar ar condicionado em todos os seus carros (para que haja um conforto mínimo no período do calor) e não deixemos de ter sempre ônibus seguros que não tornem a quebrar com tanta frequência no trajeto, como antes estava acontecendo com a velha Expresso, estará bem para todos. Até porque os atuais veículos não correm o risco de se deteriorem com o mal uso por banhistas que muitas das vezes sentam com a roupa molhada nas poltronas acolchoadas. Sem esquecermos de que os atuais ônibus não impedem o acesso dos cadeirantes.

Assim sendo, a reconvocação daquela audiência pública prevista para o ano passado se faz mais uma vez necessária. Pois é fundamental que a população seja ouvida, inclusive os seus grupos minoritários a exemplo das pessoas com necessidades especiais. Até porque tenho recebido informações de que os elevadores das portas do meio para o cadeirante nem sempre têm funcionado e hoje a principal reclamação de todos sem exceção é quanto à baixa frequência dos horários, conforme já exposto acima.

Que essa causa não caia no esquecimento!

Ótimo domingo a todos!

OBS: Segunda imagem extraída da postagem feita por Renatinho Ferreira Simas no sítio de relacionamentos Facebook, conforme consta em https://www.facebook.com/photo.php?fbid=587072935025889&set=a.146141465785707.1073741829.100011695643213&type=3&theater 

terça-feira, 5 de junho de 2018

Que tal iniciarmos uma campanha pelo "Junho Vermelho"?!



Neste mês que acabou de começar, não podemos nos esquecer da campanha Junho Vermelho que, aqui em Mangaratiba, já virou Lei desde 2017.

Frequentemente, deparo-me com pedidos de pessoas sobre parentes e amigos que estão internados em algum hospital solicitando doação sendo que, nestas horas, precisamos ter a consciência de abastecermos os bancos de sangue para jamais falar a quem necessita de uma transfusão. 

Periodicamente, parte (ou partia?) um grupo do Município até o Hemonucleo de Angra dos Reis que atende à região da Costa Verde, conforme um trabalho desenvolvido pela Secretaria de Saúde. Porém, entendo ser necessário uma ampliação das doações agora neste mês, aproveitando a campanha chamada "Junho Vermelho", instituída no calendário oficial do Município, e colocarmos em prática uma norma jurídica que a Câmara daqui aprovou, cujo projeto legislativo foi de iniciativa dos nobres vereadores Helder Rangel e Renato Fifiu, ambos do PSDB. Trata-se da Lei Municipal n.º 1.095/2017, sancionada pelo prefeito em dezembro do ano passado.


Portanto, divulguem e vamos criar uma corrente de solidariedade em nosso Município sensibilizando as pessoas para a doação de sangue e às autoridades a fim de que tomem providências neste sentido. Afinal, saúde é coisa séria!

Para quem não sabe, o Hemonúcleo de Angra dos Reis fica no Hospital Geral da Japuíba, o qual se situa na rua Japoranga, n.º 1.700, em Japuíba. O telefone de lá é o (24)3369-6133.

Ótimo final de terça-feira, amigos!

terça-feira, 22 de maio de 2018

A ideia de termos um estacionamento vertical em Mangaratiba seria excelente!



Acabei de assistir à transmissão online da sessão da Câmara desta terça-feira (22/05) e me chamaram a atenção dois assuntos ali discutidos.

Um que foi abordado pela ver. Cecília Cabral (PT) cuidou do plantão 24 horas das farmácias (tema que comentei na postagem de ontem), pois, realmente, é preciso dialogar com o empresário para buscarmos uma maneira sensata sobre como poderá ser prestado esse atendimento à população dentro da melhor maneira possível contemplando a todos os interesses. E, durante a fala dela, eis que o aparte pedido pelo ver. Helder Rangel (PSDB) foi muito bem colocado também, de modo que considero dignas as preocupações de ambos.

Já o outro assunto de relevância seria o Projeto de Lei Municipal n.º 06/2018, de autoria do ver. Rodrigo Bondim (PV), aprovado em primeira votação, cuja proposta é autorizar o Executivo a instituir incentivo fiscal para a construção de edificação vertical destinada ao estacionamento de veículos na cidade, dando outras providências.


Atualmente, como se sabe, um dos maiores problemas enfrentados pelo condutores de veículos é encontrar vagas para estacionar no 1º Distrito. Logo, devido ao inevitável crescimento da cidade e a excessiva valorização dos imóveis, há que se incentivar a construção dos chamados edifícios garages. E, conforme foi muito bem exposto na justificativa da proposição, 

"vivenciamos severos problemas de mobilidade, motivados pelo excessivo número de veículos bem como pela escassez de vagas de estacionamento, o que faz com que temas  como a rotatividade das vagas pagas venham à tona e entrem na  pauta de discussões com assiduidade."

E para justificar a renúncia de receita relativa ao IPTU, o vereador foi muito feliz quando lembrou do princípio da função social da propriedade privada e também dos ganhos consequentes para a sociedade com tal edificação, considerando a criação de empregos na construção civil e no próprio manejo do negócio em si, "bem como a arrecadação de impostos, como o ISS e o ITBI".


Acrescentando uma consideração ao que o nobre vereador expôs nos termos do projeto, creio que até mesmo para que as ruas possam ser reorganizadas, conforme a nossa vocação turística, e tenhamos quem sabe calçadões aprazíveis no Centro e praças ampliadas nas quais as pessoas possam circular, sua proposta vem de encontro a esse anseio. Afinal, entre a Praça Robert Simões e o cais, poderíamos ter ali um espaço destinado para eventos ao invés das atuis vagas que não atendem na totalidade às demandas.

Todavia, vale lembrar que mesmo com a aprovação do projeto e uma eventual sanção pelo Chefe do Executivo, caberá a este a iniciativa de colocar a ideia em prática. Daí a Câmara precisará cumprir o seu papel de pressionar o prefeito e o eleitor reavaliar as suas opções de candidatos no próximo pleito para que possamos contar com um governo mais atento aos problemas de Mangaratiba.

Ótima terça-feira a todos!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Sobre o plantão 24 horas das farmácias



Conforme abordado nas duas últimas sessões da Câmara dos Vereadores, eis que o plantão noturno das farmácias voltou ao debate nas pautas do Legislativo, meses após à publicação da Lei Municipal n.º 1038, de 24 de agosto de 2017, cujo projeto correspondente, de n.º 02/17, foi de autoria do edil Helder Rangel. Tal assunto despertou acalorados debates tanto nas sessões quanto nas redes sociais e foi citado na edição de hoje do portal Notícias de Itacuruçá do blogueiro Professor Lauro Santos:

"Nas sessões da CMM da semana passada, tanto na de terça-feira quanto na de quinta-feira, foi abordada a questão do plantão vinte e quatro horas das farmácias no Município, pelo vereador Helder Rangel. Um assunto que não pode deixar de ser analisado pois, afinal, pessoas podem passar mal e precisar adquirir medicamentos. E, como foi bem colocado, é um risco, no horário noturno, termos que nos deslocar até as cidades vizinhas de Angra dos Reis e de Itaguaí. A sugestão é que haja uma regulamentação por parte do Executivo, que não pode se omitir."

A meu ver, penso que todos (sociedade, vereadores e governantes) precisamos ser proativos na busca de uma solução madura para o problema e encontrarmos a melhor maneira para que seja dado cumprimento à legislação atual

Tendo eu frequentado presencialmente todas as sessões ordinárias do Legislativo Municipal em 2017, tive a oportunidade de acompanhar a norma vigente desde a sua elaboração (primeiro projeto apresentado pelo vereador), a qual busca atender a uma previsão expressa na Lei Federal n.º 5.991/1973. Esta, com seus de 45 anos anos de edição, contém uma determinação expressa em seu artigo 56 dizendo o seguinte:

"As farmácias e drogarias são obrigadas a plantão, pelo sistema de rodízio, para atendimento ininterrupto à comunidade, consoante normas a serem baixadas pelos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios."

Certamente que o legislador federal não impôs de imediato o plantão 24 horas a todos os municípios brasileiros, porém possibilitou que cada ente da federação tomasse a iniciativa de assim fazê-lo conforme as necessidades locais ou regionais. Até mesmo porque há cidades que não têm condições de oferecer um serviço desses pelo seu baixo quantitativo populacional e/ou por outras questões mais que não justificariam impor tal ônus aos empresários. Só que, na atual década, um outro representante da população tomou a iniciativa de regrar o assunto.

Ora, a norma atual, que revogou expressamente a Lei Municipal n.º 864 de 2013, trouxe uma grande inovação em relação á anterior que, conforme consta no texto da justificação do projeto do vereador autor, foi dar a oportunidade para que a própria iniciativa privada tentasse organizar esse plantão ao invés de partir diretamente do órgão fazendário municipal. Assim, antes de proferirem qualquer crítica destrutiva, como algumas pessoas têm feito maldosamente nas redes sociais, buscando unicamente atacar quem hoje possui mandato, mais do que nunca devemos reconhecer a sensibilidade do edil autor da proposição que deu origem à norma vigente. Pois o mesmo foi capaz de pensar nos nossos comerciantes na época da apresentação do projeto, ponderando que seria preciso oportunizar aos próprios empresários a organização do plantão. Até porque a lei anterior também não estava tendo cumprimento na nossa cidade!

Apesar do vereador autor haver apresentado uma indicação na sessão passada para que o Executivo regulamente a lei atual, visto já terem se passado os 60 dias de sua publicação, como previsto no art. 4º da norma, acredito que a solução poderá partir dos próprios comerciantes. Pois estes, uma vez alertados da obrigação legal imposta, uma vez que um atuante vereador está querendo que as leis municipais sejam cumpridas, provavelmente irão buscar meios para que haja um atendimento em regime de plantão no Município. Até porque o órgão fazendário poderá organizar o serviço de maneira equivocada e insatisfatória tanto para os empresários quanto para os consumidores.

Portanto, acredito que, com bom senso, poderemos resolver esse problema em Mangaratiba em que os próprios comerciantes poderão se ajudar, talvez até elegendo uma (ou algumas) das farmácias para prestarem o plantão 24 horas e criando entre eles uma espécie de compensação financeira. Até mesmo para fixarem um ponto de referência (o consumidor não precisar ficar procurando pela cidade qual estabelecimento estará atendendo no horário da madrugada) e haver mais segurança.

Depois de tudo acordado entre os próprios comerciantes, o próximo passo talvez seja buscar uma parceria com o Poder Público a fim de que haja segurança tanto para os consumidores quanto para quem trabalhará nos plantões farmacêuticos. Daí, tendo em vista que o empresário estará suportando um ônus para atender à sociedade, se um CGM puder ficar de plantão próximo à farmácia 24 horas, ou incluir algumas passagens em frente á sua porta na ronda noturna, talvez influencie positivamente nesse sentido.

Com essas colocações, espero estar contribuindo para a sociedade refletir maduramente sobre a questão, lembrando que, embora o plantão noturno das farmácias não resolva o problema do acesso a medicamentos emergenciais de todos os munícipes no horário noturno (das 20 às 8 horas), ao menos amenizará para as pessoas que morarem próximas ou puderem se deslocar entre suas casas e o estabelecimento numa emergência, sendo certo que, paralelamente a isso, também precisamos ter medicamentos nas unidades de saúde com distribuição 24 horas.

Ótima semana a todos!