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sábado, 10 de outubro de 2020

Bendito convênio que ajudará Mangaratiba!



Na data de ontem o jornal Diário do Rio publicou uma excelente notícia e que abordou um projeto que envolverá Mangaratiba e as ruínas do antigo Povoado do Saco, através de um convênio celebrado entre a Secretaria de Infraestrutura e Obras (Seinfra) com o programa de pós-graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU/UFRJ). Segundo esse trecho da postagem,


"(...) alunos de mestrado em Urbanismo irão auxiliar projetos da Seinfra com análises e sugestões de intervenções urbanas em cidades do estado do Rio. O primeiro trabalho já está em desenvolvimento. Trata-se do projeto de revitalização das ruínas e da orla da Praia do Saco, em Mangaratiba. As intervenções fazem parte do programa Cidade Viva, que prevê uma série de obras de urbanização em áreas habitacionais de baixa renda." - https://diariodorio.com/seinfra-firma-convenio-com-faculdade-de-arquitetura-e-urbanismo-da-ufrj/ 


Sou grato à UFRJ pela brilhante iniciativa! 


Na segunda-feira (05/10), estive no local das ruínas do antigo Povoado do Saco e gravei um vídeo comentando sobre a importância de Mangaratiba aprender a aproveitar o seu grande potencial turístico, o qual a cidade tem desperdiçado por não saber até agora como trabalhar melhor esse incrível patrimônio histórico. 


Como havia compartilhado há cinco dias atrás, uma área dessas deveria se tornar um centro cultural e ter uma praça ali ao lado com algum comércio a fim de incentivar a convivência e a permanência dos visitantes no lugar considerando que a RJ-149 é um corredor onde os veículos trafegam sem nem sempre os condutores terem um local de parada onde possam deixar o carro para apreciar o ambiente. 



Mais uma vez agradeço às universidades públicas pois, sem elas, não sei o que seria do nosso país. Parabéns e sucesso a todos os envolvidos e espero que, em 2021, a nova gestão municipal de Mangaratiba que será eleita se torne também grande parceira desa iniciativa. 


Ótimo sábado a todos!

domingo, 19 de novembro de 2017

Como poderemos preservar as ruínas de Mangaratiba?



Na semana passada, muito se comentou na cidade acerca das invasões na região das ruínas do antigo teatro de Mangaratiba que havia no então Povoado do Saco. Uma moradora chegou a postar nas redes sociais a respeito do caso, usando as seguintes palavras que foram citadas depois na edição do dia 14/11 do blogue Notícias de Itacuruçá, editado pelo Professor Lauro Santos:

"Há mais de um mês vem se instalando uma invasão na área das ruínas e não aparece ninguém para resolver o problema. Estão esperando o que, a favela se concretizar para tomar alguma providência? Cadê os “candidatos a candidatos” que aparecem por aqui, com um discurso ridículo, com fotos piores ainda, dando parabéns ao aniversário da cidade e nada fazem para melhorar o município? Até quando teremos que conviver com o abandono em nossa cidade? Até quando teremos que conviver com o medo de cobrar as coisas não feitas por conta das represálias? Até quando vamos pagar nossos impostos e não ter o retorno de nada? Até quando teremos que aguentar esse bando de corruptos mamando os recursos que deveriam estar sendo empregados em escolas, saúde, segurança. Até quando?"

Não discordo do que ela falou, exceto de alguns pontos que achei por demais reativos. E considero que, embora os problemas dali sejam diretamente causados pelo particular, eis que a Administração Municipal tem a possibilidade de fazer algo para tentar preservar melhor o nosso patrimônio histórico e cultural.

Assim, no último sábado (18/11), antes de subir para o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município vizinho de Rio Claro, fui primeiramente verificar o estado de conservação das nossas ruínas e fiquei muito entristecido ao ver ali as assinaturas de atos de depredação, tipo as pichações, que muitos costumam chamar de "vandalismo". Preferi nem fotografar as invasões pois bastou a imagem acima para ilustrar as reflexões feitas em minha mente. 

Inegavelmente, amigos, falta um projeto de aproveitamento turístico da área capaz de atrair para lá um comércio de alimentos, lanches, degustação, artesanato e eventos culturais que, por sua vez, tragam um movimento permanente de pessoas. Pois não basta a Prefeitura iluminar o local, sendo necessário haver também frequentadores ao invés de breves visitantes. Estes, após tirarem algumas fotos com o celular, logo se evadem não retornando mais.

É certo que, para um turista permanecer num lugar, algo precisa interessar a ele. E como as ruínas não têm uma praia ou uma cachoeira ali do lado, o que de fato pode entreter as pessoas seria justamente um comércio e daí vejo como um mal menor haver a exploração desses terrenos históricos por meio da construção de um restaurante de comidas típicas, um café ou uma loja de artesanato, os quais são negócios que têm tudo a ver com o turismo. E tudo isso pode vir junto com um parque infantil oferecendo lazer para a criançada.

Deste modo, tão importante quanto o Poder Público e o(s) dono(s) do(s) terreno(s) recentemente invadido(s) fazer(em) o que é juridicamente cabível em relação às invasões, torna-se fundamental a elaboração de um projeto de aproveitamento turístico das ruínas a fim de evitar que a memória histórica de Mangaratiba se apague. E aí penso que devemos agir enquanto ainda há tempo.

Boa semana para todos!