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terça-feira, 6 de março de 2018

A importância da decoração do nosso comércio para o turismo



No último sábado (03/03), ao passar pelo Distrito da Serra do Piloto, fiquei impressionado com a excelente decoração num pequeno estabelecimento situado bem na estrada e que vende tanto artesanatos quanto produtos alimentícios locais. Ali, ao ser muito bem atendido pelo dono, pude experimentar o saboroso café orgânico cultivado no Rubião (moído na hora) bem como fotografar a cerveja artesanal que eles mesmos produzem.

Considerando o preparo da maioria dos estabelecimentos comerciais de Mangaratiba para o atendimento do turista, posso dizer que, naquele dia, encontrei algo excepcional. E justo no 5º Distrito que ainda não recebe um número significativo de visitantes e cuja origem do nome é desconhecida pelos próprios moradores.


Inegavelmente que um dos principais atrativos turísticos de um comércio deve ser a preparação do ambiente através da decoração que precisa ser adaptada à realidade do lugar. Assim, tudo o que diz respeito a uma localidade pode e deve ser utilizado para despertar a curiosidade do visitante a fim de que ele se interesse em passear pelas ruas percorrendo cada loja.


Lembro muito bem que, quando morava na cidade serrana de Nova Friburgo e costumava passear no Arraial do Sana, distrito de Macaé, não perdia a oportunidade de ir até o Bar do Jamaica, estabelecimento todo decorado com as cores e os símbolos do país caribenho que leva o seu nome. E, devido ao fato de haver no lugar uma promoção do reggae, graças à presença de uma comunidade alternativa que se fixou por lá, achei a iniciativa muito bem bolada.

Assim também considero que cada localidade de Mangaratiba possui aspectos a serem pesquisados e valorizados em que fatos e personagens da História, animais silvestres da fauna (o nosso quase extinto boto cinza), os produtos da roça assim como a culinária marítima não podem ficar de fora. E, nas ruas mais frequentadas, ao invés de termos padarias e restaurantes comuns, vendendo somente o que as pessoas já trazem de suas respectivas cidades, poderíamos ter nossas novidades peculiares dentro de cada Distrito.

Portanto, fica aí a minha sugestão ao nosso comércio e também aos gestores municipais que, através de políticas públicas, podem incentivar os empresários das comunidades a ampliarem os seus horizontes empreendedores com foco no desenvolvimento de um turismo sustentável para Mangaratiba. Pois é prestando a atenção em pequenos detalhes que iremos agregar valor à cidade. 


Ótima noite para todos!

domingo, 24 de julho de 2016

As festas e o problema da mobilidade urbana




Por esses dias, está ocorrendo em Itacuruçá a tradicional Festa de Sant'Ana, em homenagem à padroeira do Distrito, o que foi enquadrado pela Prefeitura no Circuito do Forró, criado em 2015. Trata-se de um evento que sempre costuma contar com programações religiosas e sociais em que tanto turistas quanto moradores podem usufruir de uma área para a alimentação e o entretenimento, sendo comum a apresentação de shows musicais.

No entanto, fiquei sabendo na tarde hoje em Muriqui que algumas pessoas daqui do 4º Distrito, após terem ido curtir a festa em Itacuruçá, tiveram dificuldades para retornar porque os ônibus da viação Expresso pararam de circular após um determinado horário. Então, a fim de não terem que dormir no banco da praça, esses munícipes precisaram tomar um ônibus até à cidade vizinha de Itaguaí para de lá conseguirem voltar para casa.

Como sabemos, a falta de mobilidade urbana em Mangaratiba é um problema crônico da cidade e, infelizmente, isso prejudica muito o lazer da nossa população, além de atrasar o próprio desenvolvimento do turismo local. Pois de que adianta fazermos um São João Cultural se, na prática, somente quem tem carro e mora no local consegue aproveitar? Inclusive, até mesmo para quem possui um veículo próprio encontra dificuldades de estacionar em dias de maior movimento conforme o horário.

A meu ver, deveria a Administração Municipal agir com mais organização a fim de que houvesse proveito para todos os que moram em Mangaratiba durante o Circuito do Forró. E, nesse planejamento, é preciso levar em conta as dificuldades de quem reside nos demais distritos conseguir participar.

Recordo bem da vez em que fui a Porto Seguro (BA) no mês de julho de 1998. Lá, não muito diferente de Mangaratiba, várias festas ocorriam em locais distantes, o que exigia do turista um deslocamento pelo território municipal para acompanhar determinados eventos de seu interesse. Porém, no horário noturno, eram colocados ônibus gratuitos à disposição de todos na cidade, o que proporcionava uma mobilidade urbana que, por sua vez, repercutia positivamente na economia local.

Sinceramente, considero oportuno que, nos dias de festas, fossem fretados ônibus para transportar de graça as pessoas dos bairros mais povoados até o local do evento. Por exemplo, quando chegassem as comemorações de Sant'Ana, a partir das 21 horas, uma condução circular partiria de Conceição de Jacareí passando pela Praia do Saco, Centro de Mangaratiba, Sahy, Muriqui e depois, quando chegasse em Itacuruçá, faria o itinerário inverso até o final da madrugada. E isso ocorreria durante todos os dias da programação do Circuito do Forró bem como nas outras ocasiões festivas.

Assim, além das oportunidades de lazer que seriam proporcionadas à população, haveria em Mangaratiba mais incentivo ao turismo porque, independentemente de qual distrito litorâneo a pessoa ficasse hospedada, ela teria facilidades para curtir as principais festas de Mangaratiba, o que, certamente, faria com que a taxa de ocupação nas pousadas e hotéis aumentasse. Consequentemente, haveria mais trabalho e renda, além de maior satisfação por uma boa parte dos moradores interessados nas atividades culturais.

É a minha sugestão!


OBS: Créditos autorais da imagem ilustrativa acima atribuídos a De Jesus/O Estado em http://imirante.com/oestadoma/noticias/2015/06/20/suarios-de-onibus-temem-por-sua-seguranca-ao-usar-o-servico-a-noite.shtml

terça-feira, 5 de julho de 2016

Todo distrito deveria ter seus caixas eletrônicos!




A meu ver, a Prefeitura deveria estudar maneiras de colocar uma agência bancária (ou pelo menos alguns terminais de auto-atendimento da TecBan) em cada distrito de Mangaratiba.

Sou morador de Muriqui e um dos problemas enfrentados por quem reside ou vem veranear na localidade seria a falta de uma agência bancária no 4º Distrito. Se você tem uma conta para pagar e precisa fazer o procedimento pessoalmente, só poderá contar hoje em dia com as seguintes opções no lugar: enfrentar a longa fila da casa lotérica ou tentar utilizar o sistema do Banco Postal que é um serviço disponibilizado pelos Correios cujo sistema vive "caindo". Mesmo assim, é preciso ser cliente da Caixa Econômica ou do Banco do Brasil pois os correntistas das demais instituições financeiras apenas conseguem sacar dinheiro nos raros terminais 24 Horas da TecBan aqui existentes.

Todavia, não é apenas o consumidor pessoa física quem sofre com essa situação! O comércio dos distritos também fica com as suas atividades prejudicadas, o que obriga o deslocamento de um funcionário, senão do próprio dono, para realizar as operações bancárias na sede do município ou então nas cidades vizinhas de Itaguaí, Rio Claro e Angra dos Reis. Quer seja para fins de pagamento de uma conta ou apenas para depositar valores. Sem contar que, em determinadas épocas do ano, principalmente na alta temporada, as estradas ficam congestionadas de veículos e os ônibus trafegam lotados. de maneira que o empresário passa a ter dificuldades para focar totalmente nas atividades de seu negócio por perder um considerável tempo pela falta de um banco mais próximo.

Conforme sabemos, a Prefeitura possui uma relação institucional com o Bradesco e, no meu ponto de vista, esse contrato deveria ser revisto passando a prever, dentre as suas obrigações, o atendimento aos distritos e bairros mais populosos de Mangaratiba. Não apenas através de um correspondente, mas também por meio de um estabelecimento da própria instituição situado dentro de prédios públicos (nas administrações distritais?) em que seja possível pagar faturas de qualquer valor, abrir e encerrar contas, contratar empréstimos, sacar dinheiro e efetuar depósitos. Com isso, muitos moradores de Mangaratiba se sentiriam motivados uma abrir conta no mesmo banco utilizado pelo Município, o que daria sustentabilidade econômica para essa expansão do atendimento,

Por sua vez, para estimular a instalação de caixas eletrônicos no Município, poderia a Prefeitura conceder isenção quanto à taxa de uso do solo público para as instituições financeiras oferecerem o serviço também nas praças e outros pontos estratégicos. Pois, como sabemos, os bancos já suportam os custos do transporte do dinheiro até os terminais, a manutenção destes e também os riscos do negócio, tipo roubos e atos de vandalismo, de maneira que justifica abrirmos mão de uma arrecadação que seria irrisória perto dos benefícios a serem proporcionados para a cidade.

Portanto, fica aí a minha sugestão a fim de que as nossas autoridades locais venham a se interessar pela causa e procurem os caminhos necessários para aproximar os moradores de Mangaratiba dos serviços bancários por meio de novas agências da instituição financeira contratada pela Prefeitura, bem como estimulando a instalação de caixas eletrônicos nas praças e/ou dentro de prédios públicos. Pois, devido à distribuição da população pelo território municipal e aos problemas de mobilidade urbana, é como se cada distrito fosse uma cidade independente, o que requer uma prestação de serviços mais regionalizada em diversas áreas.


OBS: Créditos autorais da imagem acima atribuídos a Marcos Santos/USP, conforme extraído de uma página do portal EBC em http://radios.ebc.com.br/reporter-nacional/edicao/2015-08/aposentados-vao-ter-adiantamento-de-50-por-cento-do-decimo-terceiro