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sábado, 18 de julho de 2026

O Castelinho de Itacuruçá: um patrimônio histórico que pode impulsionar o turismo cultural de Mangaratiba



Na tarde deste 18 de julho de 2026, voltei a visitar um dos imóveis mais curiosos e emblemáticos de Mangaratiba: o antigo Castelinho de Itacuruçá, localizado às margens da linha férrea, entre os distritos de Itacuruçá e Muriqui.

Mesmo após décadas, a construção continua chamando a atenção de quem passa pela antiga ferrovia por onde trafegava o saudoso trem "Macaquinho". Sua arquitetura singular, marcada por elementos inspirados na arquitetura mourisca (ou neoárabe), faz do imóvel uma das edificações mais peculiares de toda a Costa Verde. Além de seu valor arquitetônico, o Castelinho também integra a memória afetiva de gerações de moradores e é lembrado por ter servido de cenário para um filme dos Trapalhões gravado na década de 1970.

Infelizmente, o passar do tempo não foi acompanhado por iniciativas de valorização compatíveis com a importância histórica do imóvel. Enquanto diversas cidades brasileiras transformaram construções antigas em museus, centros culturais, espaços de exposições, cafés históricos e atrativos turísticos, Mangaratiba ainda possui um patrimônio de enorme potencial aguardando um projeto capaz de devolvê-lo ao protagonismo.

Mais do que restaurar um edifício, trata-se de preservar parte da identidade do município.

Mangaratiba possui uma história extraordinária. O antigo porto do café, a Estrada de Ferro, as igrejas, as antigas fazendas, as ruínas históricas e o patrimônio natural formam um conjunto que poderia compor roteiros permanentes de turismo histórico e cultural, ampliando a experiência dos visitantes para além das praias e ilhas.

Nesse sentido, penso que o.Castelinho poderia integrar esse circuito ao lado da antiga estação ferroviária de Itacuruçá, da memória da Praia do Atanázio e de outros bens históricos existentes no município, fortalecendo um segmento turístico ainda pouco explorado na Costa Verde.

Naturalmente, qualquer iniciativa depende da situação jurídica do imóvel, da participação de seus proprietários e da realização de estudos técnicos. Entretanto, essas questões não impedem que o Poder Público, os órgãos de preservação e a sociedade civil iniciem um debate sobre o futuro desse patrimônio.

Foi justamente com esse objetivo que, ainda hoje, apresentei uma série de iniciativas institucionais.

Registrei a manifestação nº 000355/2026 na Ouvidoria da Prefeitura de Mangaratiba, sugerindo a realização de estudos sobre o potencial turístico e cultural do Castelinho. Também encaminhei comunicações por e-mail à Fundação Mário Peixoto, à Secretaria Municipal de Cultura, à Secretaria Municipal de Turismo e ao Conselho Municipal de Turismo (COMTUR). Além disso, protocolei junto ao Governo do Estado pedido de informações dirigido ao INEPAC, buscando verificar se o imóvel possui proteção patrimonial, integra inventários ou já foi objeto de estudos técnicos.

Essas iniciativas não representam um pedido de restauração imediata, mas um convite para que o tema passe a integrar a agenda pública de Mangaratiba. Grandes projetos costumam começar justamente com um primeiro debate.

Preservar o patrimônio histórico não significa apenas conservar edifícios antigos. Significa preservar a memória coletiva, fortalecer a identidade cultural, estimular a pesquisa histórica, incentivar a educação patrimonial e criar novas oportunidades para o desenvolvimento econômico por meio do turismo.

Espero que o Castelinho deixe de ser apenas uma bela construção escondida entre os trilhos da antiga ferrovia e passe a ser reconhecido como um dos símbolos da história e da cultura de Mangaratiba.

Quem preserva sua história investe no futuro.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Mangaratiba abre edital para agentes culturais com recursos da Política Nacional Aldir Blanc



Foi publicado na edição n.º 2531, de 9 de junho de 2026, do Diário Oficial do Município de Mangaratiba, o Edital de Chamamento Público nº 01/2026 da Fundação Mário Peixoto, destinado à seleção de agentes culturais para execução de ações e programações culturais no município. O valor global previsto é de R$ 178 mil, com recursos oriundos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), instituída pela Lei Federal nº 14.399/2022.

Mas afinal, o que significa isso na prática?


O que é um chamamento público?

O chamamento público é um procedimento administrativo utilizado pelo poder público para selecionar projetos, iniciativas ou participantes segundo critérios previamente definidos em edital.

Diferentemente de uma contratação direta ou de uma escolha discricionária da Administração, o chamamento busca garantir publicidade, transparência e igualdade de oportunidades aos interessados.

No caso de Mangaratiba, o edital estabelece regras para inscrição, análise, seleção e eventual apoio a propostas culturais desenvolvidas por pessoas físicas, microempreendedores individuais, entidades e coletivos culturais.

Mais do que uma iniciativa administrativa municipal, o presente edital se insere em um amplo regime normativo nacional de fomento cultural. Sua elaboração encontra fundamento na Lei Federal nº 14.903/2024, que instituiu o marco legal do fomento à cultura, e também no Decreto Federal nº 11.453/2023, que disciplina os mecanismos federais de apoio cultural e orienta a execução dessas políticas públicas em todo o país.

Esse conjunto normativo busca assegurar maior transparência, participação social e segurança jurídica na aplicação dos recursos públicos destinados à cultura, estabelecendo diretrizes para seleção, acompanhamento e prestação de contas dos projetos contemplados.


O que é a Política Nacional Aldir Blanc?

A Política Nacional Aldir Blanc recebeu esse nome em homenagem ao compositor e escritor Aldir Blanc, falecido durante a pandemia de Covid-19.

Após as experiências emergenciais de apoio ao setor cultural durante a pandemia, o Congresso Nacional instituiu uma política permanente de financiamento da cultura. A proposta da PNAB é justamente superar a lógica dos repasses episódicos, criando um mecanismo contínuo de transferência de recursos da União para estados e municípios, de modo a permitir o planejamento de ações culturais de médio e longo prazo.

Por meio dessa política, recursos federais podem ser destinados ao apoio de artistas, produtores culturais, espaços culturais, eventos, ações de formação artística e iniciativas voltadas à preservação da memória e da identidade cultural brasileira.

Em outras palavras, trata-se de uma das principais políticas públicas de fomento cultural atualmente existentes no país.

Se a Política Nacional Aldir Blanc representa o instrumento de financiamento, os agentes culturais constituem os principais destinatários dessa política pública. Por isso, vale compreender quem são as pessoas, grupos e entidades que podem ser alcançados por iniciativas dessa natureza.


Quem são os agentes culturais?

Talvez essa seja a expressão que mais gere dúvidas.

Quando se fala em "agente cultural", muitas pessoas imaginam apenas músicos, atores ou produtores de eventos. Na realidade, o conceito é muito mais abrangente.

Agente cultural é toda pessoa, grupo, coletivo ou entidade que cria, promove, organiza, preserva ou difunde manifestações culturais, contribuindo para a produção e a preservação da vida cultural de uma comunidade.

Podem ser considerados agentes culturais, por exemplo:


  • músicos e cantores;
  • artesãos;
  • escritores;
  • poetas;
  • grupos de dança;
  • artistas plásticos;
  • fotógrafos;
  • mestres da cultura popular;
  • organizadores de festas tradicionais;
  • grupos folclóricos;
  • produtores audiovisuais;
  • coletivos culturais;
  • responsáveis por projetos de preservação da memória local.


Em um município como Mangaratiba, isso inclui desde manifestações ligadas à cultura caiçara até iniciativas voltadas à história local, ao patrimônio cultural, às tradições religiosas, ao artesanato e às expressões artísticas contemporâneas.

Em muitos casos, pessoas que não se reconhecem formalmente como agentes culturais já exercem esse papel há anos, preservando tradições, transmitindo conhecimentos, organizando manifestações populares, produzindo artesanato ou contribuindo para a memória coletiva do município.


Uma oportunidade para a cultura local

Além do apoio financeiro aos projetos contemplados, editais dessa natureza possuem outra função importante: reconhecer e mapear quem produz cultura no município, inclusive os novos talentos.

Muitas vezes, artistas e grupos culturais desenvolvem atividades relevantes durante anos sem qualquer apoio institucional. O cadastramento e a participação em editais permitem dar visibilidade a essas iniciativas e fortalecer a construção de políticas culturais mais permanentes.


A importância da participação e do controle social

Quanto maior a participação dos agentes culturais, mais representativo tende a ser o resultado do edital.

A cultura não se resume ao entretenimento. Ela também preserva memórias, fortalece identidades locais e ajuda a transmitir às futuras gerações a história e os valores de uma comunidade.

Por isso, a participação social não se encerra no momento da inscrição. Tão importante quanto a ampla concorrência é a observância dos princípios da publicidade, impessoalidade, transparência e motivação administrativa durante todas as etapas do processo.

Nesse sentido, a legitimidade do certame dependerá não apenas da publicação do edital, mas também da clareza dos critérios de avaliação, da divulgação das decisões da comissão julgadora e da adequada fundamentação das notas atribuídas aos projetos selecionados.

Também será importante acompanhar a aplicação dos critérios de desempate, a observância das políticas de cotas previstas no edital, a distribuição dos recursos entre as diferentes categorias culturais e as condições efetivas de acesso ao processo seletivo, especialmente para agentes culturais com menor familiaridade com ferramentas digitais.

O fortalecimento da cultura local passa tanto pelo financiamento das iniciativas culturais quanto pela construção de procedimentos transparentes e acessíveis, capazes de inspirar confiança entre os participantes e a sociedade.

Em última análise, o sucesso deste edital não será medido apenas pelo valor dos recursos distribuídos, mas pela capacidade de alcançar os diversos segmentos culturais existentes em Mangaratiba, estimular novas iniciativas e fortalecer aquelas que já contribuem para a preservação da memória, das tradições e da identidade do município.

Se conduzido com transparência, ampla participação e critérios claros de seleção, o processo poderá representar não apenas uma oportunidade para artistas e produtores culturais, mas também um importante passo para a consolidação de uma política cultural cada vez mais estruturada e permanente em Mangaratiba.


📣 Fique atento aos prazos


Edital de Chamamento Público nº 01/2026 – Fundação Mário Peixoto

A Fundação Mário Peixoto abriu inscrições para seleção de agentes culturais interessados em desenvolver ações e programações culturais em Mangaratiba com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).


Valor total disponível: R$ 178.000,00


Quem pode participar?


  • Pessoas físicas;
  • Microempreendedores Individuais (MEI);
  • Pessoas jurídicas;
  • Coletivos culturais;
  • Agentes culturais com atuação ou residência em Mangaratiba há pelo menos seis meses.


Período de inscrições: de 10 a 25 de junho de 2026.


Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScTTVo-zBChd8v8hlUKIfllwWPl5dUqmynEKxcy1LJiHvGlrQ/viewform


Os interessados devem consultar atentamente o edital, verificar os documentos exigidos e providenciar a inscrição dentro do prazo estabelecido. Em caso de dúvidas, a Fundação Mário Peixoto disponibilizou os seguintes contatos:

📧 pnab.mangaratiba@gmail.com

📧 fmpsec@gmail.com


terça-feira, 4 de agosto de 2020

A Fundação Mário Peixoto deveria promover visitas virtuais guiadas para mostrar ao mundo a história de Mangaratiba!



Nesses tempos de pandemia, surgiram pelo país (e pelo mundo) vários novos projetos que disponibilizam visitas pela internet com visualização dos museus e seus acervos. Trata-se de uma oportunidade segura e acessível para as pessoas conhecerem o rico patrimônio cultural que o Brasil tem.

No entanto, mesmo durante os dias mais rigorosos de afastamento social que passamos de meados de março até junho, confesso não ter visto a apresentação de nenhum projeto neste sentido pela Prefeitura ou pela Fundação Mário Peixoto (FMP). Ou seja, jogamos fora uma oportunidade e tanto para que fosse feita uma ampla divulgação do patrimônio histórico e cultural de Mangaratiba.

A meu ver, muito mais importante do que o prefeito gastar o dinheiro do contribuinte com a iluminação das ruínas do antigo povoado do Saco, numa época em que ainda não houve a retomada do turismo, falta dinheiro para pagar o servidor público e existe a necessidade de contingenciamento econômico, acredito que seria muito mais adequado conquistarmos futuros frequentadores do Município com um trabalho de qualidade. Ou seja, através de guias autônomos ou da própria FMP, poderiam ser ministrados passeios a preços acessíveis (com isenção de custos para os moradores de Mangaratiba), os quais seriam verdadeiras aulas pela internet sobre a nossa história e a cultura das populações tradicionais.

Acredito que, com o apoio da VALE e de empresários do turismo, tudo isso teria boas chances de ocorrer com elevado grau de sucesso, em que haveria não somente a divulgação dos nossos sítios históricos como também a criação de um vasto material para a educação patrimonial da população. Inclusive dos estudantes da rede municipal que poderiam se envolver com os trabalhos aproveitando o tempo livre para se instruírem enquanto as aulas presenciais não voltam.

Certamente que tudo isso exigiria um pouco de investimentos no site da FMP na internet, a qual não pode ficar mais na dependência do portal da Prefeitura já que se trata de entidade autônoma da Administração Direta. Logo, basta que haja vontade de empreender dos gestores da instituição, a qual precisa ampliar os seus horizontes e entrar em sintonia com a nova realidade global.

Ótima terça-feira a todos!

OBS: Imagem acima extraída de https://www.youtube.com/watch?v=SPSy0i32PL0

domingo, 23 de fevereiro de 2020

E se em cada balneário de Mangaratiba houvesse um letreiro e alguns monumentos representativos?



Há pequenos detalhes que fazem diferença numa localidade turística e podem custar muito pouco aos cofres públicos tornando-se uma excelente estratégia de divulgação dos atrativos do Município. Recentemente, o internauta Alexandre Jaguanum fez uma postagem no sítio de relacionamentos Facebook com o seguinte questionamento juntamente com fotos de alguns lugares do país e da Ilha de Jaguanum, onde fica o seu chalé:

"Quando teremos os letreiros instalados nos distritos? Estive em Araruama e fazem fila para fotografar, mais uma maneira de divulgação da região. Pense nisso!!! Compartilhe está ideia."

Já deve ter quase uns vinte anos que não vou a Araruama, mas, em outubro de 2018, eu e minha esposa estivemos passando uns dias em Fortaleza, capital do Ceará. Foi quando encontramos num interessante letreiro na badalada Praia de Iracema com um monte de turistas tirando fotos ali. Inclusive, Núbia pediu para que eu registrasse aquele momento.


Pode parecer bobagem para alguns, mas me aprece que uma expressiva parcela de turistas aderiu à moda e isso, certamente, ajuda a divulgar o nome de uma cidade. Aliás, acaba sendo uma espécie de propaganda boca a boca do lugar em que o internauta transforma um mero identificador do local num ponto de visitação.

Por outro lado, a construção de pequenos monumentos ajuda a enriquecer a paisagem, a exemplo das estátuas. E, neste caso, para dar um exemplo, nem preciso ir tão longe ou em lugares muito procurados. No mês de março de 2018, visitamos uma laje no Morro Dona Marta, a qual serve de mirante, onde o saudoso cantor Michael Jackson certa vez gravou um vídeo clipe em meados dos anos 90. E, mesmo não sendo um fã das músicas do por star, tirei uma fotinha registrando a minha passagem por ali tendo em seguida aproveitado para comprar pequenas lembranças numa lojinha simples situada ali perto.


Ora, quantas pessoas famosas a exemplo de cientistas, cineastas, jogadores de futebol, artistas, cantores e outras personalidades um dia não visitaram Mangaratiba? Recentemente, escrevi em meu blogue que, no ano de 1832, o pesquisador Charles Darwin, esteve no nosso país e chegou a Mangaratiba hospedando-se na Ingaíba. Só que pouca gente sabe disso e a Prefeitura nunca fez uma promoção do acontecimento para atrair a curiosidade dos turistas.

Enfim, o Município tem muito o que aprender para desenvolver com inteligência e estratégia a promissora atividade turística, o que pode ser feito relacionando fatos importantes da nossa história, atributos ambientais, animais da fauna, lendas, manifestações culturais, pratos da culinária típica, produtos da terra, etc. Logo, deixo aí a dica aos atuais gestores municipais para que, querendo, coloquem em prática.

Ótimo final de domingo a todos!

OBS: A primeira foto desta postagem foi divulgada pelo internauta Alexandre Jaguanum em seu perfil no sítiod e relacionamentos Facebook, conforme consta em https://www.facebook.com/alexandre.calhaus/posts/2628915430677848

domingo, 14 de julho de 2019

O nosso museu municipal poderia abrir até às 17 horas nos fins de semana!



Na tarde de sábado, ao passar pelo Centro de Mangaratiba, encontrei o nosso museu fechado e isso me chamou a atenção. Lamentei por não haver nenhuma preocupação por parte da Prefeitura em manter aberto esse espaço no final de semana, tendo em vista o potencial da nossa cidade para o turismo. E deste modo que acabei gravando um vídeo que foi divulgado no sítio de relacionamentos Facebook (clique AQUI para assistir).

A postagem logo chamou a atenção da presidente da Fundação Mário Peixoto (FMP), senhora Elizabeth Antunes, a qual então forneceu a seguinte resposta insatisfeita com a minha opinião, talvez por haver entendido que a minha fala divulgasse a informação de que o museu não abriria aos sábados:

"O museu municipal abre aos sábados das 9h às 14h. Acho incrível essa sua postagem querendo denegrir a imagem de um trabalho sério. Você é uma pessoa que sempre tive muito carinho, mas querer denegrir e fazer graça com os funcionários sérios que trabalham no museu municipal de Mangaratiba? O governo Alan é responsável e preza por seus munícipes!
Nenhum museu fica aberto todos os dias! Os funcionários também precisam descansar!
Aproveito para convidá-lo a visitar... Durante a semana (que também tem turistas nas férias), está aberto das 9h às 17h. E aos sábados, das 9h às 14h.
Domingo e segunda está fechado.
Os funcionários Luiz Henrique Amancio, Luis Nascimento, Juliana, Bruna e Vanessa terão o maior prazer em atendê-lo!"

Em réplica, manifestei-me nos seguintes termos:

"Cara Elizabeth Antunes , boa tarde. Em momento algum pretendo desqualificar o seu trabalho como gestora e nem os demais servidores da Fundação Mário Peixoto. No entanto, os museus deveriam ficar abertos aos sábados e domingos até às 17 horas, fechando às segundas para os funcionários poderem descansar. Peço, portanto, que estude junto ao governo a possibilidade de mudar os dias e horários de funcionamento do local."

Após os debates, tratei de formalizar uma sugestão através do e-SIC da Prefeitura, encaminhando para a FMP uma sugestão a fim de que não somente aos sábados quanto aos domingos, o museu fique aberto até às 17 horas, havendo o sistema gerado o protocolo de n.º 2019.0638.000003 para a minha solicitação.


Fato é que os museus costumam ficar abertos aos finais de semana para um melhor atendimento do público. Pois, como escrevi na sugestão, é justamente aos sábados, domingos e feriados que as pessoas dispõem de mais tempo para apreciar as exposições. Inclusive os turistas que visitam a nossa cidade.

Portanto, deixo à Administração Municipal a minha proposta a fim de que haja uma mudança no horários de atendimento do Museu Municipal de Mangaratiba, o que, certamente, irá ajudar a desenvolver o turismo no Centro que não pode deixar de oferecer atrativos para as pessoas passarem o dia ali.

Ótimo domingo a todos!

domingo, 9 de junho de 2019

Que tal se fossem feitas visitas guiadas à Marambaia pela Prefeitura e/ou pela FMP?!



Olá, amigos!

Conforme expus num vídeo gravado hoje à tarde, o qual divulguei no YouTube e no Facebook, sou favorável que, aqui no nosso Município, passemos a ter visitas guiadas à belíssima Ilha da Marambaia, através de passeios culturais e ecológicos promovidos pelo próprio Poder Público.

Propus que tais eventos sejam realizados através de um convênio da Prefeitura e/ou da Fundação Mário Peixoto (FMP) com a Marinha, já que se trata de uma área militar de acesso restrito, embora haja ali um considerável interesse histórico e cultural.

Pouca gente sabe, mas a Marambaia foi um dos primeiros assentamentos dos índios tupiniquins trazidos da Bahia para Mangaratiba, o que se deu por volta de 1620, sob a tutela dos padres jesuítas. Trata-se, pois, de uma longa história e que também tem a ver com o nosso triste passado de escravidão já que a ilha era também o local de "engorda" de escravos, de propriedade da poderosa família Breves.

Ora, conta-se que, pouco antes de morrer, em 1889, o riquíssimo Comendador Breves doou, verbalmente, toda ilha para os ex-escravos que ainda permaneciam nela. Porém, tal decisão não foi respeitada e, com a abertura do processo de inventário, as terras acabaram sendo transmitidas para sua viúva, Dona Maria Isabel de Morais Breves. No ano seguinte, a ilha foi vendida à Companhia Promotora de Indústrias e Melhoramentos e, posteriormente, em 1896, por motivo de liquidação forçada da referida Cia, a propriedade restou transferida para o Banco da República do Brasil. Com a aquisição da Marambaia pela União Federal, a região foi colocada à disposição da Marinha que instalou ali a Escola de Aprendizes-Marinheiros, em 1908. E, na década de 1940, durante a era Vargas, a comunidade da ilha veio a ser beneficiada com um instituto de pesca. Segundo informações que obtive numa pesquisa feita em 2014, num site da da Marinha na internet,

"(..) através do Decreto-Lei nº 5.760, uma parte da ilha da Marambaia foi cedida à Fundação Abrigo do Cristo Redentor, para a instalação da Escola de Pesca Darcy Vargas. Nessa época, ocorreu um fluxo migratório de trabalhadores e familiares oriundos do continente em busca de emprego e oportunidades, ocupando determinados pontos da ilha. Esta porção, de 8,5 km², fio incorporada ao patrimônio da citada fundação entre 1944 à 1971, quando, por força do Decreto 68.224, de 12 de fevereiro de 1971, foi reintegrada ao patrimônio da União, por meio de um novo Termo de Entrega para a Marinha do Brasil, bem como todo o acervo móvel, imóvel e contratos de trabalho da escola de pesca. Durante o período em que a Escola de Pesca permaneceu na Ilha, a Marinha contava com o Campo de Aviação da Armada, que ocupava o restante da Ilha. No mesmo ano, 1971, ocorreu a ativação do Campo da Ilha da Marambaia, no local onde ficava a extinta escola de pesca. Em 1981, foi criado o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (CADIM), lá situado até os dias de hoje."

Assim, por ser a Marambaia uma área militar, é necessário obter autorização prévia para alguém poder ingressar lá livremente sendo que, para tanto, o interessado precisa de uma justificativa plausível. Ou seja, não basta a pessoa dizer que pretende ir até à ilha a fim de fazer um passeio com a família ou com amigos, de modo que para se conhecer a exuberante natureza da Marambaia, suas praias, florestas, cachoeiras, restinga de mangues, além de um pico com 647 metros de altitude (possível de ser alcançado por meio de uma trilha sem a necessidade de escalada), o simples desejo de fazer turismo, por si só, não seria aceitável.

Todavia, acredito que uma abertura restrita a um turismo planejado de pequena escala, feito através de uma fundação de cultura do nosso Município, poderá se tornar algo muito proveitoso para todos. Pois, conforme estou propondo, a visitação seria feita com sustentabilidade, mediante uma inscrição prévia junto à FMP, dentro de um número limitado de participantes por passeio, sendo todos sempre acompanhados de um guia, seguindo um roteiro pré-definido.

Em outras palavras, ninguém iria para a Marambaia a fim de ficar tomando cerveja em quiosque, mas, sim, para se instruir quanto à história, à cultura e à natureza do local. Logo, não haveria impactos sociais e nem ecológicos a serem considerados. Menos ainda a visita perturbaria as atividades de treino militar da Marinha pois os passeios seriam sempre restritos às áreas onde vivem os quilombolas e às praias acessíveis ao público, incluindo, no máximo, expedições ao Pico da Marambaia para grupos mais ousados de aventureiros.

Desse modo, não somente pessoas de outras cidades poderiam ir à Marambaia como também o próprio morador do nosso Município, a exemplo de grupos da terceira idade, estudantes, pesquisadores e ambientalistas. Ou seja, seria uma oportunidade para conhecermos esse pedacinho do Paraíso que existe dentro de Mangaratiba.

Portanto, deixo aqui a minha sugestão ao Poder Público Municipal, a qual também compartilho com toda a sociedade na expectativa de que o assunto seja democraticamente debatido e, quem sabe, inspirar algum projeto de turismo sustentável. Segue o vídeo já postado nas redes sociais.


Ótima semana a todos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Propostas de Alan Bombeiro para cultura



Olá, amigos!

Dando prosseguimento aos comentários que tenho feito sobre o Plano de Governo do meu candidato a prefeito, Alan Bombeiro, compartilho hoje suas propostas para a área cultural, conforme consta no documento apresentado à Justiça Eleitoral (clique AQUI para ler na íntegra). 

Diferentemente da maioria dos temas do programa, confesso que pouco contribuí quanto à cultura. Pois, assim como foi em relação ao esporte, não tenho muita afinidade com o assunto em tela. Porém, não deixarei de fazer uma abordagem e posso dizer que se trata de um trabalho bem rico que, na certa, agregará valor à futura gestão do Alan. 

São ao todo 15 itens, os quais passo a citar para então expressar a minha opinião a respeito tal como venho fazendo no tocante aos outros temas:

"10.1. Promover eventos culturais que resgatem a tradição local, segundo o calendário anual ordinário de festejos cíclicos, como Festas Juninas, Folia de Reis, Dia da Consciência Negra, além de participar da criação de um calendário próprio anual, de acordo com a identidade do município, junto às demais secretarias.

10.2. Propor parcerias com eventos artísticos e culturais de iniciativa popular e incentivá-los, como o Beco Livre, o Dia da Consciência Negra na Marambaia, o Coro de Coreto, Ocupa Coreto e tantos outros gratuitos para a população.

10.3. Restaurar prédios culturais sob a administração da Fundação Mário Peixoto, assim como desapropriar outros de comprovado valor histórico para a criação da Escola de Música e Dança Municipal, da Casa do Artesão, dos Cines Jannuzzi, Itacuruçá e Mic-Mec e do Café-Teatro Mangaratiba.

10.4. Criar um centro cultural ou lona em cada distrito que não possuir um, respeitando suas identidades, em prédios que abriguem pequeno palco técnico para shows musicais, peças teatrais, salas de exposição, assim como aulas frequentes de diversas linguagens artísticas.

10.5. Modernizar a biblioteca pública existente no Centro de Mangaratiba, revitalizar as de cada distrito e criar uma nos que não possuem em parceria com a Secretaria de Educação e de Ciência e Tecnologia, oferecendo novas mídias, acesso à internet e vasto acervo bibliográfico e iconográfico.

10.6. Ajustar o Centro Ferroviário de Cultura de Itacuruçá, na antiga estação de trem, para que também funcione como Arquivo Histórico-Cultural de Mangaratiba, que terá a função de guardar fotos e documentos relativos à arte e à cultura do município, assim como promover exposições deste material.

10.7. Restaurar o Beco da Poesia do Centro de Mangaratiba e criar outros nos distritos, tornando locais de utilização obscura em iluminados e de utilização cultural, assim como grafitar com desenhos gigantes de artistas locais espaços públicos, tornando-os mais belos.

10.8. Promover a criação virtual do Museu da Pessoa de Mangaratiba com depoimentos gravados e fotos da história dos moradores, o que, paralelamente, eternizará a história da cidade através da oralidade dos habitantes da terra, a cargo do Arquivo Histórico-Cultural de Mangaratiba.

10.9. Restaurar o Parque das Ruínas do Saco de Mangaratiba e criar o Parque das Ruínas do Sahy, Implantando a fiscalização sistêmica com auxílio da Guarda Municipal para a sua efetiva preservação e visitação turística, incluindo também os demais pontos históricos da antiga Estrada Imperial do Centro de Mangaratiba até a Serra do Piloto.

10.10. Reativar e promover a antiga Fábrica de Banana, comprovado bem patrimonial do município e estimular o resgate e a produção artesanal de outros produtos com identidade local.

10.11. Acolher e administrar a Orquestra Municipal de Mangaratiba.

10.12. Reeditar, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social, o jornal Mangaratiba & Cultura, com artigos sobre arte, cultura e identidade, além de reportagens divulgando a programação artística e cultural bimestral do município.

10.13. Revitalizar as estantes de livros para empréstimo espalhadas pelos distritos e mantê-las sempre arrumadas e atualizadas.

10.14. Difundir e tornar itinerante a Nossa Feira de Mangaratiba, um dia em cada distrito, com shows musicais, barracas padronizadas de produtos agrícolas orgânicos e de produção caseira, artesanato local, lanches e antiguidades.

10.15. Revitalizar eventos artísticos e culturais mensais de gestões anteriores de grande aceitação e apelo popular, como o Cachaça Poética, Praião (exibição de filmes infantis ao ar livre nas praias de Mangaratiba), Sambão nas Ruínas, Concertos Eruditos ao Piano, Natal na Praça, entre outros."

Sobre o primeiro item, considero uma ideia formidável. Pois, afinal, é preciso que Mangaratiba tenha um calendário unificando eventos, feriados e datas comemorativas, com uma ampla divulgação. Aliás, trata-se de algo que poderá ser consolidado numa só norma jurídica, a exemplo da Lei carioca de n.º 5146/2010, de maneira que, qualquer inovação proposta por algum vereador, o mesmo precisará fazer uma inclusão na lei já existente. E para tanto será preciso primeiro empreender uma pesquisa legislativa de modo que uma parceria entre a Prefeitura e a Câmara neste sentido poderá ajudar bastante.

A promoção de eventos populares, a exemplo do que vem ocorrendo com o "Beco Livre", no Centro de Mangaratiba, considero uma excelente estratégia que poderá, inclusive, alavancar o turismo de qualidade que tanto desejamos ver no Município. Logo, será preciso que várias secretarias trabalhem unidas diante de um propósito de fazer do simples um trabalho grandioso. E nisto, a restauração do Beco da Poesia (item 10.7) ajudará bastante pois tem a ver com o estilo de turismo e eventos que intencionamos trazer.

A restauração de prédios culturais (item 10.3), sobretudo os de interesse histórico, precisarão constar num plano de metas que faça o mapeamento dos imóveis e conceda incentivos financeiros aos proprietários a fim de que o Poder Público não tenha que arcar com todos os gastos. E aí podemos estudar mecanismos permitindo empresas se tornarem parceiras do projeto.

Sobre termos um centro cultural (ou lona) em cada distrito é outra ideia fantástica e que há tempos em defendo. Penso que Muriqui, Conceição de Jacareí e a Serra do piloto carecem de um trabalho nesse sentido que muito enriqueceria a convivência entre as pessoas e o turismo, gerando novas oportunidades de lazer, entretenimento e instrução. Logo, a escolha dos locais fará uma enorme diferença, principalmente se forem lugares agradáveis, acessíveis e com algum atrativo para visitação.

No caso do Centro Ferroviário de Cultura de Itacuruçá (item 10.6), o qual funciona na antiga estação de trem, temos ali não somente um prédio de interesse histórico como um ambiente que atrai visitantes. Porém, é possível encontrarmos outros locais mais agradáveis para a convivência do que ali, fazendo com que a casa passe a ter a função de "guardar fotos e documentos relativos à arte e à cultura do município", sem fechar as portas para o público.

Igualmente, as bibliotecas poderão proporcionar aos moradores de cada distrito um contato maior com a literatura, as quais passariam a ter um controle das estantes de livros previstas no item 10.13, sendo que estas que já existem há alguns anos no Município. Contudo, é certo que a modernização desses espaços se fará necessária já que a tendência é que possamos proporcionar também o contato com novas mídias próximas aos ambientes de leitura, sendo sugestivo tal projeto andar de mãos dadas com o idealizado "Museu da Pessoa de Mangaratiba" (item 10.8).

As ruínas do Sahy não podem ficar esquecidas pois se tratam de uma preciosidade turística e cultural que temos bem perto da rodovia Governador Mário Covas (BR-101), sendo, pois, um lugar acessível à maioria dos munícipes e turistas. É uma área que não pode permanecer abandonada e nem destruída aos poucos pela ação do tempo ou dos vândalos.

Além disso, o item 10.9 tem o potencial de mudar radicalmente uma área que está se transformando com lojas e novas unidades habitacionais, mas que carece de um espaço público para eventos, convívio social, preservação da memória histórica e valorização da cultura afro. Até porque o Sahy já foi um antigo mercado de escravos que abastecia as lavouras de café do Vale do Paraíba com mão-de-obra no século XIX.

Valorizar inciativas do passado (item 10.15), mesmo tendo pertencido a gestões anteriores, será um diferencial importante de um governo que, ao invés de impor o novo sobre o antigo, buscará harmonizar o passado com o presente, construindo o futuro. Pois significa reconhecer que outros trabalhos deram certo lá atrás, mas não tiveram continuidade por motivo de desinteresse, relaxamento ou pura vaidade de um sucessor. Daí a ideia de reativação da fábrica de banana será bem vinda para um governo comprometido com uma gestão séria para a cidade (10.10).

Quanto à orquestra, seria outra iniciativa que pode contribuir para o refinamento cultural da nossa população, dando aos munícipes a oportunidade de terem contato com a música erudita que poucos conhecem ou estimam nas gerações mais novas. Não custará caro para o governo dar esse apoio a um trabalho que tanto engrandecerá Mangaratiba.

Um jornalzinho sobre cultura que circule periodicamente nas versões física e virtual poderá ajudar na divulgação dos eventos. E para tanto será fundamental que seja assegurado a todos um acesso gratuito para anunciar os seus trabalhos e escrever artigos de opinião sobre a área cultural da cidade.

Em relação às feiras, as quais foram também tratadas em temas anteriores, temos aí uma grande oportunidade para desenvolver o Município, gerando trabalho e renda para a população. É algo que foi iniciado em julho deste ano e que terá continuidade mesmo com outra uma mudança de governo em novembro.

Mais do que nunca, Mangaratiba precisa aprender a olhar para frente e desenvolver uma política cultural que contribua tanto para dignificar os seus moradores como também desenvolver o turismo da maneira sustentável como desejamos. Pois será um ambiente social sadio e de nível elevado que atrairá um público selecionado de visitantes que tanto queremos receber por aqui.

Ótima sexta-feira a todos!

terça-feira, 17 de julho de 2018

Um espaço que poderia ser o Centro Cultural de Muriqui



No final da tarde desta terça-feira (17/07), fazendo uma breve caminhada pela Praia de Muriqui, fiquei refletindo sobre o não aproveitamento do espaço do antigo Lions Clube...

Adquirido pelo Município e utilizado para aulas de zumba em 2016 (na época administrado pela Fundação Mário Peixoto), eis que o lugar hoje se encontra fechado. Por dentro, a situação do imóvel ainda é muito pior, havendo a visível necessidade de uma reforma no telhado, conforme pude verificar entrando por dentro do CECAP. Chega a dar dó!



No entanto, não podemos nos conformar com a realidade atual e devemos sonhar com algo melhor para a nossa cidade, sendo que a recuperação deste espaço não somente atenderia às demandas da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (as formaturas das turmas do CECAP poderiam ser bem ali ao lado e não mais no Iate Clube) como também satisfaria às várias reivindicações da sociedade local de Muriqui. Isto porque poderíamos ter ali palestras, audiências públicas, reuniões dos movimentos sociais, exposições, novamente as aulas de dança que havia em 2016, dentre outras atividades mais.

Devemos considerar que Muriqui carece de um espaço cultural tal como já existe no Centro do Município e em Itacuruçá, que são respectivamente o Centro Cultural Cary Cavalcante e o Centro Cultural Ferroviário.

Ademais, segundo informações trocadas num dos grupos das redes sociais com a historiadora Miriam Bondim, eis que bem perto dali situava-se a sede do antigo Muriqui Praia Clube, instituição esta nascida em 1949, ano da criação do Distrito. E o local das fotos acima corresponderia à velha quadra de esporte do clube, o que justifica mais ainda a proposta tendo em vista a possibilidade de um resgate histórico. 

Portanto, fica aqui a minha sugestão para que o assunto seja melhor debatido em nossa cidade até porque o CECAP encontra-se em obras e estas poderiam incluir a reforma do prédio do antigo Lions. Logo, torna-se sugestivo que a Prefeitura não só analise a ideia como também consulte á população sobre os seus anseios.

Ótima noite a todos!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Mais espaço para a História no Centro Cultural de Itacuruçá



Na tarde do último domingo do mês (27/08), estive visitando o Centro Ferroviário de Cultura de Itacuruçá, o qual fica na antiga estação de trem do Distrito. Lá estão preservados objetos de antiguidade junto com painéis e quadros contando a História da localidade bem como do ramal ferroviário, além de haver uma sala para exposições, outra para artesanatos e ainda uma biblioteca.

Entretanto, achei muito pequeno o espaço que é destinado para a parte histórica, o qual mal permite que os visitantes se locomovam com conforto e mantenha em segurança as peças típicas da primeira metade do século XX. Se várias pessoas entrarem ali ao mesmo tempo, não há condições do interessado informar-se direito sobre o passado da vila e de um meio de transporte de passageiros que, lamentavelmente, foi extinto na nossa região e em quase todo o Brasil.



A meu ver, a sala onde se encontra a biblioteca é que deveria ser utilizada para acomodar as peças de antiguidade, as fotografias de época e os painéis sobre História. Caberia à Prefeitura arrumar um outro local que seja mais propício para a leitura de livros, de preferência um imóvel onde haja certa tranquilidade e um ambiente menos úmido capaz de conservar por mais tempo as obras.


Além do mais, notei que a plataforma da velha estação poderia ser bem aproveitada comercial e turisticamente. Pois observei que o lugar carece de um estabelecimento onde o visitante tenha à sua disposição um serviço de qualidade, oferecendo bons lanches e com uma música agradável.


Sobre a venda de artesanatos e a exposição de quadros, devem permanecer onde já estão, mas acho que seria importante, em todo caso, a população do Distrito ser consultada numa audiência pública juntamente com os interessados para que todos decidam democraticamente sobre como aproveitar melhor o potencial desse centro cultural.



Ótima terça-feira a todos e viva a cultura!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Viva o #BecoLivre !




Como um avaliador das propostas para o nosso Município, não posso deixar de reconhecer os trabalhos da Fundação Mário Peixoto e da sociedade civil mangaratibense em relação ao evento que ficou conhecido como #BecoLivre cuja 3ª edição ocorreu no último sábado (08/07). Conforme pude conferir no portal da Prefeitura Municipal de Mangaratiba (clique AQUI para ler), cuida-se de um evento que inclui atividades como moda, gastronomia, arte, música, poesia e entretenimento, tendo a matéria informado que:

"(...) Além dos stands com artesanatos e comidinhas típicas, o evento contou com as exposições de artistas como Lara Barbosa, Romário Rovick, Miguel Arthuro e Leoni. Também foi realizada a famosa feirinha do troca-troca, onde os frequentadores levam pertences para trocar com os de outras pessoas. Os frequentadores ainda puderam relaxar nas tendas de Massoterapia e Shiatsu. Para as crianças, o evento promoveu a oficina de mandalas com a artista Ana Lúcia de Paula, além das atividades recreativas e esportivas (...)"

A meu ver, este é o caminho para desenvolvermos em nosso Município um turismo de qualidade e atrairmos visitantes nesta época de baixa temporada. É algo capaz de promover  a nossa cultura e, obviamente, proporcionar opções de lazer para o nosso público local.

Sendo assim, quero nesta rápida postagem parabenizar os organizadores do evento encorajando-os a manter esse importante trabalho que, por certo, irá projetar nossa Mangaratiba com reflexos positivos sobre o comércio da cidade e colorindo a vida de seus habitantes.

O que é bom precisa ser reconhecido e continuar! Mais uma vez, recebam meus parabéns.


OBS: Imagem acima extraída do portal da Prefeitura Municipal de Mangaratiba na internet conforme consta em http://www.mangaratiba.rj.gov.br/novoportal/noticias/mais-um-sucesso-do-becolivre-.html

domingo, 28 de maio de 2017

Precisamos de uma feira literária na cidade!




Felizmente, até que a leitura tem sido de vários modos incentivada em nossa cidade. Recordo que, em 2013, foi realizada a IV Feira de Livros pela Fundação Mário Pexoto (FMP) e que, no ano de 2014, nossas escolas foram contempladas com o projeto Chega Mais Leitura do governo estadual com a participação do escritor e educador Álvaro Ottoni, tendo se repetido em 2016. E mais recentemente, no mês de abril, foi realizado o Sarau do Livro Infantil para os alunos da Escola Municipal Augusta Lopes, evento este que teve por objetivo comemorar o Dia do Livro Infantil em que os estudantes foram levados até o Centro Cultural Cary Cavalcanti a fim de participarem de atividades culturais.

Além disso, existe desde 2012 o projeto Ler é Viver, Alimente-se de Livros que também é uma iniciativa da FMP e consiste na instalação de pequenos armários recheados de livros com o objetivo de democratizar o acesso à literatura, tais como os que foram colocados nas praças do Centro, da Serra do Piloto e de Muriqui. Cuida-se de algo que fica à disposição da população 24 horas por dia onde qualquer interessado pode pegar os livros, lê-los e desenvolvê-los (ou não) de acordo com sua vontade e disponibilidade.

Só que, a meu ver, Mangaratiba poderia ir mais além! Pois, quando ouço falar da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), vejo o quanto estamos desperdiçando oportunidades na baixa temporada em que o Município complementaria aquilo que já é feito por lá com grande sucesso. Senão vejamos o que consta no portal da organização não-governamental Associação Casa Azul:

"Desde 2003, a Flip oferece todos os anos em Paraty um banquete literário. Mais que um evento, a festa é uma manifestação cultural – sempre em conexão com a cidade que a recebe. Numa interlocução permanente entre as artes, promove conhecimentos focados sobretudo na diversidade.
Às margens do rio Perequê-Açu, numa tenda especialmente montada para a festa, autores se reúnem em conversas que transitam por múltiplos temas, como teatro, cinema e ciência. Além disso, a Flip oferece uma programação que mantém seus princípios fundadores: originalidade, intimismo, informalidade, o encontro singular entre escritores e público. Flipinha, FlipZona e FlipMais compõem o programa da festa, com atividades que combinam literatura infantojuvenil, performance, debates, artes cênicas e visuais.
Cada edição presta homenagem a um autor brasileiro – uma maneira de preservar, perpetuar, difundir e valorizar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. Pensados pelo curador da festa, os eixos temáticos são apresentados a partir de um potente time de escritores e escritoras. Salman Rushdie, Don DeLillo, Ariano Suassuna, Isabel Allende, Neil Gailman, Angélica Freitas, Toni Morrison e Chico Buarque são alguns dos nomes que já circularam por Paraty. Como de costume, trazer à tona autores da nova geração também é parte fundamental da programação da Flip."

Inegável é que a histórica Paraty já oferece um evento cultural e turístico da mais alta qualidade de maneira que bastaria ajustarmos o nosso calendário ao deles para que as pessoas que participam da Flip possam também prestigiar uma iniciativa semelhante da FMP em Mangaratiba. Mesmo que elaboremos algo voltado prioritariamente para um único segmento literário, tipo os livros infanto-juvenis, e a feira daqui ocorra depois de Paraty.

Se bem pensarmos, os atrativos culturais de uma região podem ser extensivos aos demais municípios que a compõem de maneira que tanto Angra como Mangaratiba, por estarem dentro da Costa Verde, poderiam pegar uma "carona" com Paraty e realizar suas respectivas feiras literárias combinando entre si como cada Prefeitura faria. E, com isso, iríamos captar uma parte da clientela que já costuma visitar todos os anos a Flip mas que passa direto pela BR-101 sem conhecer a nossa cidade.

Além disso, uma feira literária em Mangaratiba contribuiria para promover o gosto pela leitura entre os alunos das redes pública e particular de ensino, oportunizando que muitos estudantes, em meio ao recesso escolar, possam assistir palestras, ter contatos com autores de livros, participar de debates, etc. Ou seja, seria algo enriquecedor.

Sendo assim, deixo a minha sugestão aqui não só para a Administração Municipal, em especial para a FMP, bem como para toda a sociedade mangaratibense. Até porque, como coloquei, a Flip conta com a atuação de uma entidade privada sem fins lucrativos, a qual é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) e que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura.


OBS: Imagem acima extraída do portal EBC de notícias, conforme consta em http://www.ebc.com.br/cultura/2015/05/imortal-ferreira-gullar-sera-homenageado-em-feira-literaria-no-rio-de-janeiro

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

PLANO DE GOVERNO PARA MANGARATIBA DE JOSÉ CARLOS COSTA 2016 / 2020

(Conteúdo enviado pelo candidato a prefeito do DEM JOsé Carlços Costa à Justiça Eleitoral)


APRESENTAÇÃO


A cidade de Mangaratiba se apresenta para todos nós como um fantástico palco urbano, onde importantes debates se impõem e que, para serem tratados em sua plenitude, necessariamente precisam envolver todos os atores sociais. Do poder público à sociedade civil organizada, das mais diversas estruturas públicas até o cidadão mais comum, todos buscam espaço e voz nas tomadas de decisão dos rumos de nossa cidade. E tenho certeza que toda essa interação é permeada por um sentimento comum: o de encontrarmos respostas de longo prazo às mais diversas demandas que se impõem na busca de um futuro de qualidade para as próximas gerações.

Assim, o que nos orienta majoritariamente é debater questões que envolvam, entre outras, projetos e investimentos em infraestrutura, desenvolvimento econômico com foco na geração de emprego e renda, crescimento sustentável aliado à preservação ambiental, mobilidade urbana como melhora da qualidade de vida, saúde comunitária de qualidade, educação formadora – seja acadêmica, técnica ou profissionalizante, segurança pública como garantia de bem estar e assistência social integradora.

Todos esses aspectos, tenho certeza, marcam e determinam um novo ritmo para a nossa cidade, e sob esse complexo cenário de mutação cênica e social é que buscamos nos debruçar para oferecer, de forma ordenada e clara, o resultado de uma vivência democrática, elaborado com a efetiva e inédita participação das comunidades, por meio de vivências onde foram colhidas sugestões em uma série de encontros regionais, que cobriram toda as comunidades de todos os territórios do município.

Por tudo isso é com grande satisfação que trazemos a público o nosso Plano de Governo para Mangaratiba, que pretendemos implantar no mandato de 2016 a 2020. Sendo este um documento que firma nosso compromisso com os moradores de todas as partes da cidade, sempre buscando ações que permitam melhorar a qualidade de vida de todos, podemos, com confiança e respeito, assumir o compromisso de dar cumprimento às metas e ações que constam deste Plano de Governo.



Mangaratiba,11 de agosto de 2016
JOSE CARLOS DA COSTA 



1.  INTRODUÇÃO

Este Plano de Governo consolida as propostas para um mandato do DEMOCRATAS frente à Prefeitura de Mangaratiba, constituindo o compromisso do candidato Jose Carlos da Costa.
A elaboração do Plano considerou os pontos programáticos do DEM. Valeu-se, também, da experiência acumulada nos quatro mandatos do Jose Carlos da Costa, o que representa enorme vantagem na transição para a nova administração municipal.

Neste documento são explicitadas as prioridades de governo e as características de gestão, assim como as principais ações propostas em cada setor de atividade. As propostas setoriais foram elaboradas por especialistas.

Para cada setor de atividade da administração municipal foi feito um diagnóstico sucinto da situação em Mangaratiba, uma relação das principais ações desenvolvidas nos últimos oito anos e a relação das propostas setoriais para os próximos quatro anos.


2.  DIRETRIZES DA ADMINISTRAÇÃO

Acreditamos que a razão básica de atuação de qualquer administração pública deve ser a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, com atendimento adequado das necessidades básicas e respeito à dignidade. Decorre desta crença o reconhecimento da importância de atuar no sentido de diminuir ou eliminar as desigualdades entre cidadãos e entre regiões. Esta é a diretriz básica considerada na elaboração deste Plano de Governo.

Outra diretriz da maior importância é a adoção do desenvolvimento sustentável para Mangaratiba. É fundamental que os recursos naturais do município sejam colocados a serviço da criação de oportunidades de emprego e renda, dentro de uma perspectiva de preservação ambiental.

A eficiência da administração municipal será buscada com a adoção dos recursos adequados de tecnologia da informação, reduzindo os gastos e tornando mais ágil a atuação da administração governamental. Todas as unidades organizacionais da estrutura da Prefeitura deverão dispor de recursos da Internet para agilizar a tramitação dos processos e garantir maior transparência.

Os distritos devem ser valorizados, passando a ter maior   autonomia. Para que esta autonomia se concretize, cada distrito disporá de máquinas e pessoal em quantidade adequada para atender as demandas de sua respectiva área.

O relacionamento com os servidores deverá ser franco e transparente. A intenção é propiciar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. 


3.  PRIORIDADES

A administração municipal necessariamente tem que trabalhar com dois horizontes: além de se obrigar a manter em nível adequado os serviços de rotina prestados à população, tem que preparar o futuro da cidade, com alta qualidade de vida e preservação do meio ambiente.

Na elaboração deste Plano de Governo esses aspectos foram considerados. A Prefeitura manterá os serviços nas áreas de atuação (saúde, educação, transporte coletivo, manutenção de ruas e praças etc.), buscando aperfeiçoar aqueles que são insuficientes em qualidade ou quantidade. Paralelamente vai promover a discussão das diretrizes para o crescimento da cidade sem comprometimento da qualidade de vida.

Considerando o acima exposto, elegemos as seguintes prioridades para a atuação da Prefeitura:

melhoria da mobilidade urbana, com a reformulação do transporte coletivo e expansão do sistema;

    melhoria na área da educação;

    descentralização administrativa, atribuindo maior autonomia aos distritos;

    adoção ampla do governo eletrônico;

    implementação do novo Plano Diretor participativo.


4.  PROPOSTAS SETORIAIS

4.1.     SAÚDE

A saúde, direito constitucionalmente assegurado a todos, é o bem maior de qualquer pessoa. Propiciar saúde a todos implica uma série de ações de promoção e prevenção e de tratamento e recuperação de doenças, de forma universal, integral e equânime.

O sistema de saúde está em permanente construção e   muitos desafios precisam ser superados. Neste sentido, a proposta para a área da saúde está alicerçada nas seguintes diretrizes:

1.  valorização do Sistema Único de Saúde como meio de garantir a todos os cidadãos de Mangaratiba o direito à saúde através do atendimento universal, integral e equânime;

2.  acesso a serviços de saúde públicos, gratuitos, de qualidade e resolutivos;

3.  estratégia de Saúde da Família como principal eixo norteador do modelo de atenção à saúde em Mangaratiba;

4. fortalecimento das ações de média e alta complexidade, promovendo atendimento integral à população;

5.  fortalecimento da gestão e da prestação do Sistema Municipal de Vigilância em Saúde, no que se refere à vigilância alimentar e nutricional, epidemiológica, sanitária, ambiental, saúde do trabalhador e do laboratório municipal de saúde;

6. qualificar a Assistência Farmacêutica, facilitando o acesso aos insumos estratégicos;

7.  qualificar a gestão do sistema de saúde e da Secretaria de Saúde, com ênfase no financiamento, na administração e capacitação de recursos humanos, na tecnologia da informação e da comunicação e no diálogo com servidores e comunidade;

8. fortalecimento e respeito ao controle social como forma de assegurar a participação popular nas tomadas de decisão;

9. promover e implementar as ações de bem estar animal, difundindo o tratamento ético e respeitoso aos animais.

Com base nestas diretrizes tem-se como ações primordiais a serem desenvolvidas no período 2016 a 2020, sem prejuízo de outras que poderão se agregadas futuramente:

   ampliar a participação dos recursos próprios da prefeitura na área da saúde.

buscar  parcerias  com  a  Secretaria  de  Estado  da  Saúde  para  melhorar  o funcionamento dos hospitais públicos, com ênfase no atendimento nas urgências e emergências e na referência para o SAMU; 

buscar parcerias nas esferas estadual e federal para realizar e aprofundar estudos com vistas à elaboração de um plano de cargos para o SUS;

implantar programa de  atenção  domiciliar, promovendo  a  saúde,  prevenindo  e tratando de doenças em domicilio, integrando as redes de atenção à saúde, através da estratégia de saúde da família;

construir e equipar novos centros de saúde em unidades com áreas deficientes e regiões que apresentam necessidades, em parceria com o Ministério da Saúde;

reformar e/ou ampliar e reequipar centros de saúde que necessitam de adequações, em parceria com o Ministério da Saúde;

Incluir o Programa Saúde na Escola (PSE), ampliando as políticas intersetoriais de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos;

implementar o plano de  ações de  saúde para a população negra,  por Distrito Sanitário, a fim de atender as necessidades específicas desta população em cada território;

ampliar a captação de recursos financeiros junto à União, Estado e instituições de financiamento nacional e internacional;

intensificar a  intersetorialidade  como forma  de  melhor  desenvolver  as  ações e serviços de saúde;

aprimorar  o  processo  de  planejamento  estratégico,  ascendente  e  participativo envolvendo a rede municipal de saúde e o controle social;

Implementar atendimento integral à saúde do homem, da mulher, da criança, da pessoa idosa e dos portadores de doenças crônicas;

implementar  a  Política  Nacional  de  Práticas  Integrativas  e  Complementares  – PNPIC, visando a atenção integral à saúde, promovendo o acesso aos insumos estratégicos;

   promover a capacitação permanente dos Conselheiros de Saúde;

   ampliar os investimentos em saúde com receita própria;

promover a capacitação técnica e o desenvolvimento humano dos profissionais da saúde;

estabelecer e  intensificar  parcerias  com  instituições de  ensino  superior  para o aprimoramento da integração ensino-serviço;

fortalecer os Distritos Sanitários como meio de descentralização dos serviços e da tomada de decisão; 
implantar um Plano de Cargos, Carreira e Salários para os servidores da saúde do município, atendendo as especificidades do SUS;

   buscar reduzir ainda mais a taxa de mortalidade infantil;

atingir a meta de 90% das gestantes cadastradas, proporcionando, no mínimo, sete consultas de pré-natal e os exames necessários;

buscar reduzir as taxas de morbidade e mortalidade decorrentes de causas externas, principalmente as resultantes de acidentes de trânsito e de doenças crônico- degenerativas;

implantar Programa de Atenção Domiciliar, promovendo a saúde, prevenindo e tratando de doenças em domicílio, integrado às redes de atenção à saúde;

implantar  academias  de  saúde  públicas  ao  ar  livre,  incentivando  a  prática  de exercícios físicos e adotando a política das cidades saudáveis;

implantar novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF, como forma de ampliar o atendimento na atenção básica;

   ampliar as unidades de Pronto Atendimento 24 horas;

ampliar a prevenção de doenças imunopreveníveis, como a poliomielite, sarampo, gripe etc.;

promover o controle de animais abandonados na cidade e combater os maus tratos e abandono de animais, fortalecendo as ações de bem estar animal;

implementar a identificação eletrônica, por meio de microchip, nos animais das espécies canina, felina, eqüina, muar e asinina, de tração ou não, no município de Mangaratiba;

ampliar a oferta de consultas e exames especializados nas Policlínicas Municipais, reduzindo o tempo para acesso a consultas e exames especializados;

implantar dois Centros de Atenção Psicossocial - CAPS com funcionamento 24 horas, ampliando o atendimento em saúde mental em conformidade com as políticas públicas previstas na reforma psiquiátrica;

   participar efetivamente do Conselho Municipal de Saúde e implantar Conselhos Locais de Saúde em todos os Centros de Saúde. 


4.2.   EDUCAÇÃO

A Secretaria, oferecera Educação de Jovens e Adultos para aqueles que não completaram o Ensino Fundamental no tempo regular, e salas de alfabetização para os não alfabetizados, para atender jovens e adultos.

Para atendimento da demanda reprimida e melhoria na qualidade desse atendimento, a Prefeitura vem investindo na ampliação, reforma e revitalização de sua rede física.

Para  melhoria do  atendimento  nas  Unidades  Educativas,  serão  realizados  concursos públicos para os cargos de Auxiliar de Sala, Professor e Especialista em Assuntos Educacionais.

Numerosas ações serão desenvolvidas no período de 2016 a 2020. Entre elas destacamos:

  programa “um computador por aluno”;

  projeto “creche amiga da amamentação”;

  projeto “bombeiro mirim”;

  pagamento do Piso Salarial Nacional a todos os profissionais do magistério;

  programa de inclusão de deficientes, com contratação de auxiliares efetivos para atendimento individualizado;

  inclusão no cardápio dos escolares da ostra, marisco, peixe e farinha;

  aprovação do Plano Municipal de Educação.


Na base da preparação do Plano de Governo para a área da Educação são considerados os seguintes eixos: 

1.  Educação Infantil: expansão da oferta de vagas, com oferta de jornada integral e melhoria da qualidade dos serviços, de modo que se alcance 50% do atendimento para as crianças de zero a três anos em creches até 2020; e 100% do atendimento para as crianças de quatro e cinco anos em pré- escola, através da reforma ou construção de estabelecimentos para ofertar serviços de jornada integral.

2.  Ensino Fundamental: manter uma trajetória de melhoria das aprendizagens, tais como alfabetização das crianças até os oito anos e melhoria do IDEB – Índice da Educação Básica e ampliar a cobertura do Ensino Fundamental em jornada integral para atingir 50% das matrículas nesta modalidade. Para atingir esta meta deverão ser reformados ou construídos novos estabelecimentos.

3.  Educação de Jovens e Adultos (EJA): melhorar, cada vez mais, os programas que atendem a esta população, dando suporte à profissionalização através da conclusão escolar.

A partir destes eixos, são definidas as seguintes ações para composição do Plano de
Governo:

promover a formação continuada de professores em torno da educação integral, englobando as dimensões pedagógica e administrativa;

realizar concursos para contratar novos professores, melhorando a indução e os processos de acompanhamento aos novos professores no período de estagio probatório;

consolidar as diretrizes pedagógicas e as matrizes curriculares municipais para o desenvolvimento da educação integral e ampliação da jornada escolar;

no Ensino Fundamental, fortalecer o sistema de avaliação da Secretaria e sua utilização como ferramenta de gestão tanto na SME quanto na escola e na sala de aula;

na  Educação  de  Jovens  e  Adultos  -  EJA  introduzir  sistemas de  avaliação  da qualidade dos núcleos;

construir, reformar e equipar laboratórios de aprendizagem avançada em letramento, matemática e ciências naturais, desenvolvendo projetos inovadores no ensino destes saberes, além de outros projetos inovadores que possibilitem o ingresso das TICs na sala de aula;

    construir novas Unidades de Educação Infantil;

    construir novas escolas de Ensino Fundamental;

    construir Centros de Inovação da Educação Básica – CIEBs;

    implantar laboratórios multimidiáticos. 


4.3.   TRABALHO E RENDA

Criação de oportunidades de trabalho para uma população que cresce de forma acelerada, onde desponta um contingente imenso de jovens e de imigrantes com competências e expectativas diversas em relação à cidade.

Além disso, a economia local necessita ser capaz de promover a correção de disparidades salariais entre homens e mulheres e entre brancos e negros e de promover   o desenvolvimento econômico das diversas regiões do município.

O comprometimento com a construção de uma cidade melhor deve ser objeto do estabelecimento de um pacto entre o poder público e a sociedade local. Desta forma, uma ação de desenvolvimento econômico local para Mangaratiba, pode partir do princípio de que a cidade é formada por um conjunto de realidades territoriais diferenciadas. O desenvolvimento da cidade, portanto, será resultado do desenvolvimento de cada uma de suas partes.

Desta forma, os bairros da cidade devem ser considerados com unidade de planejamento do desenvolvimento econômico. A valorização das capacidades e potenciais de cada um deles pode gerar estratégias específicas e diferenciadas, portanto, mais adequadas às soluções dos problemas da cidade. Em função disso, deve-se buscar a implantação de um programa que tenha o foco do desenvolvimento local, como forma de repensar a organização econômica da cidade.


Nos próximos quatro anos deverão ser realizadas, entre outras, as seguintes ações:

incentivar a ampliação do Projeto mangaratiba Digital, espaço destinado à inclusão digital e social, bem como ações de empreendedorismo / micro e pequenas empresas;

Incluir  parcerias  com  universidades,  centros  tecnológicos,  escolas  técnicas  e profissionalizantes;

promover e estimular abertura e expansão de pequenos negócios que podem ser viabilizados através do crédito popular;

garantir  recursos  do  FAT  para  qualificação  profissional,  através  de  programas específicos para inserção no mercado de trabalho;

ampliar as atividades do Fundo de Geração de Oportunidades, atendendo também os setores secundário e terciário da economia;
executar o Programa de Desenvolvimento Econômico Local de Mangaratiba, objetivando o desenvolvimento local sustentável do município;

   desenvolver programas especiais para trabalhadores portadores de deficiência;

   elaborar diagnóstico sócio-econômico do artesanato Mangaratiba;

desenvolver cursos de qualificação na área do artesanato, profissionalizando o setor;

   ampliar o número de escolas atendidas pelo Projeto Hortas Orgânicas Escolares (incentivo à produção e consumo de produtos orgânicos);

executar o projeto de incentivo e revitalização da pesca artesanal e maricultura, com a construção de ranchos padronizados, trapiches e recuperação das áreas antes ocupadas;

   implantar o Projeto CEIMAR – Centro Integrado de Maricultura.



4.4.     AGRICULTURA, PESCA E ABASTECIMENTO

A participação do setor primário na economia de Mangaratiba é inferior a 1%. O principal papel a ser desempenhado pela administração municipal nesta área é o de atuar como estimulador, estabelecendo um padrão de desenvolvimento rural e pesqueiro sustentável, gerando empregos e renda, elevando a satisfação e bem estar dos aquicultores, agricultores e consumidores, podendo gerar expressivos ganhos econômicos, sociais e ambientais.

Devem ser priorizadas ações que permitam prosseguir com a alavancagem das atividades agropecuárias, principalmente aquelas relacionadas à aquicultura, à pesca artesanal, à horticultura, à bovinocultura de leite e à criação de pequenos animais, todos eles com ênfase especial na industrialização e no associativismo de modo a se obter uma maior agregação de valor aos produtos.

A gestão da produção da pesca artesanal ainda apresenta oportunidades de melhoria, tanto na coleta das informações da produção, como na assistência técnica, crédito, educação ambiental e na fiscalização quanto à pesca predatória. A prioridade deve ser o estabelecimento de parcerias e trabalhos com os segmentos organizados do setor, estabelecendo mecanismos capazes de aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade da pesca e da maricultura.


4.5.     MOBILIDADE URBANA


A questão da Mobilidade Urbana, com peso significativo na qualidade de vida das pessoas, tem ampliado sua importância na medida em que aumentam as dificuldades para os deslocamentos dos indivíduos dentro da cidade. O projeto de atuação da Prefeitura nesta área é denominado “Cidade com Mobilidade”.

O projeto prevê um conjunto de medidas visando melhorar o acesso das pessoas, as condições dos transportes e a fluidez do trânsito, garantindo o direito de ir e vir com qualidade e segurança. Como ação, Cidade com Mobilidade busca consolidar a política 
adotada para a área de mobilidade, consolidar a mudança de vocação da área, tratando trânsito, transportes e infraestrutura viária como mobilidade urbana. Visa também determinar uma nova dinâmica técnica para o tratamento da mobilidade na cidade, permitindo que as necessidades básicas de mobilidade dos indivíduos e da sociedade sejam atendidas com segurança e de uma maneira compatível com o ser humano e o meio ambiente.

O novo conceito de Mobilidade Urbana determina a adoção de uma visão sistêmica sobre toda a movimentação de bens e de pessoas, envolvendo todos os modos e todos os elementos que produzem as necessidades de deslocamentos, diferentemente da maneira tradicional que trata isoladamente o trânsito, o planejamento e a regulação do transporte coletivo, a logística de distribuição das mercadorias, a construção da infraestrutura viária e das calçadas etc.



4.6.     DESENVOLVIMENTO URBANO


O processo democrático do Plano Diretor Participativo vem se constituindo em movimento de trabalho contínuo que inclui no seu alicerce os princípios da sustentabilidade ambiental, sócio-econômica, cultural e institucional. Constitui instrumento valioso para atualizar e consolidar a legislação urbanístico-ambiental, adequando os instrumentos da política urbana e promovendo a gestão integrada da cidade articulada ao   desenvolvimento regional.

Para os próximos quatro anos são propostas as seguintes ações principais:

implantar  o  Plano  Diretor,  que  contemplará,  além  da  abordagem  urbanístico- ambiental, ações estratégicas com abrangência municipal e integração regional, baseado na participação popular, na função social da propriedade, no resgate da cidadania e no reconhecimento da cidade real;

criar o Conselho da Cidade, órgão democrático responsável pela coordenação do planejamento urbano e atualização permanente do Plano Diretor;

assegurar a participação direta da população em todas as fases do processo de gestão democrática da Política Urbana de Mangaratiba;

estruturar um  sistema  municipal de  informações sociais, culturais,  econômicas, financeiras, patrimoniais, administrativas, físico-territoriais, inclusive cartográficas e geológicas, ambientais, imobiliárias e outras de relevante interesse, progressivamente geo-referenciadas em meio digital;

atualizar o diagnóstico das condições sócio-econômicas e ambientais no município, quantificando, qualificando e identificando os problemas nas áreas de risco, loteamentos irregulares, assentamentos subnormais e áreas de preservação ambiental ocupadas;

rever, simplificar e consolidar a legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a assegurar a função social da propriedade urbana;

definir o novo macrozoneamento do território, identificando as áreas prioritárias e restritas para o incremento da ocupação e do adensamento, priorizando o crescimento da cidade na área já urbanizada, dotada de serviços, infraestrutura e 
equipamentos e consolidando polinúcleos urbanos;

implantar política de uso e ocupação junto à orla marítima (insular e continental) assegurando  resgate cultural,  acessibilidade  pública  e  infraestrutura  qualificada compatível com seus condicionantes ambientais;
aplicar os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, especialmente o Estudo de Impacto de Vizinhança, para que se possa fazer a mediação entre os interesses privados e o direito à qualidade de vida urbana;

de transporte de massa de maneira a priorizar o transporte coletivo sobre o individual e o pedestre sobre o automóvel, criando alternativas de modais integrados.


4.7.     TURISMO

O modelo de desenvolvimento de mangaratiba, baseado em atividades não poluentes e de alto valor agregado, encontra na atividade turística uma de suas prioridades naturais.

A atividade turística caracteriza-se por uma grande variedade de oportunidades de negócios. Hoje o turismo é uma indústria que emprega milhões de pessoas em todo o mundo. Com o crescente aumento da demanda de países emissores, Mangaratiba, por ter todas as características e potencialidades de um promissor destino turístico, deve se firmar e planejar suas atividades de forma ordenada, com qualidade, e com foco no desenvolvimento sustentável.

O desenvolvimento sustentável hoje é a melhor estratégia para consolidar a posição de Mangaratiba como destino turístico privilegiado, já que agrega valor à cidade ao preservar seu meio ambiente, seu patrimônio histórico e arquitetônico, sua cultura e, principalmente, a qualidade de vida de seus moradores.

No período de 2016 a 2020 será dada continuidade as ações de desenvolvimento da atividade turística em andamento, além da implantação de novas ações, como as abaixo relacionadas:

    elaborar e implantar o plano estratégico de turismo para Mangaratiba;

promover   a   articulação   intersetorial   e   interinstitucional,   visando   garantir   a infraestrutura adequada ao município e região, de acordo com os princípios do planejamento, da sustentabilidade e da participação social;

estimular  a  formação  de  missões  empresariais,  visando  o  treinamento  e  o intercâmbio profissional para empresários do setor hoteleiro, restaurantes e bares; 
    criar condições para escala de navios de cruzeiro em Mangaratiba;

    ampliar a oferta de chuveiros, sanitários e guarda-volumes públicos nas praias;

incentivar a capacitação dos guias de turismo, de acordo com as necessidades de segmentação do setor;

garantir espaços para a prática de voo livre, através da construção e manutenção de rampas e pistas de pouso;

    garantir a preservação dos conjuntos arquitetônicos históricos;

organizar um banco de dados com informações sobre produções artísticas e culturais, produtores e serviços correlatos;

    aperfeiçoar a divulgação do calendário de eventos da cidade;

    resgatar o Carnaval;

estimular a autonomia financeira das Escolas de Samba, incrementar os desfiles e a divulgação do carnaval;

priorizar a captação e realização de grandes eventos esportivos, sobretudo de esportes ecologicamente corretos, como vela, surf e voo livre.



4.8.     SANEAMENTO BÁSICO

As Leis Federais nº 11.445/07 e nº 12.305/10 consolidaram um novo marco regulatório para o saneamento básico, contemplando os seguintes setores: abastecimento de água; esgotamento sanitário; drenagem e manejo das águas pluviais urbanas; limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos.

A área de Saneamento Básico abrange as atividades de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos.

A drenagem urbana é precária, não existindo cadastro adequado para o planejamento da manutenção. A coleta de resíduos sólidos e a destinação final destes resíduos ainda deve ser considerada inadequada.


Neste sentido, as ações programadas para o quadriênio 2016-2030,  segundo o Plano de Saneamento, a serem coordenadas e executadas pelas operadoras compreendem:

ampliar  para  90%  o  atendimento  da  população  com  abastecimento  de  água regularizado;

articular  com  os  municípios  de  Mangaratiba  a  utilização  dos  recursos  hídricos disponíveis para abastecimento do Sistema Integrado de Mangaratiba.

estimular a adaptação das edificações já existentes quanto ao uso de componentes e equipamentos hidrossanitários de baixo consumo e medição individualizada do volume de água consumido;

   divulgar os parâmetros de qualidade da água fornecida à população do município;

   elaborar os planos de recursos hídricos das bacias hidrográficas que abastecem a cidade;
   
executar  obras  de  sistemas  de  esgotamento  sanitário  que  visem  aumentar  o percentual de população atendida;

promover a estruturação  de um sistema  de  regularização, com  a definição de procedimentos e normas relativas ao disciplinamento das atividades relacionadas com limpeza de fossas;

efetivar ações de fiscalização que visem à regularização das ligações prediais em rede pública de esgoto;

elaborar projeto para implantação de unidades sanitárias (sanitários, lavatórios e duchas), nas regiões de praias do município, associadas à reimplantação do Programa Praias Limpas;

estabelecer  critérios para  elaboração  de  projetos de  sistemas de  esgotamento sanitário  (coleta,  tratamento   e   disposição   final),   respeitando  as   limitações ambientais,   normativas   e   técnicas   que  envolvem   estes   projetos   e   obras, considerando também o contexto global das bacias de contribuição;

elaborar projetos de sistemas coletivos alternativos de esgotamento sanitário em regiões isoladas, que por razões técnicas não haja viabilidade de integração à rede pública de coleta e tratamento ou de utilização de sistema individual;

elaborar estudo de redução de maus odores e desenvolvimento de tecnologias para desodorização das estações de tratamento de esgoto;

conscientizar a população por meio de campanhas educativas sobre a importância da regularização das ligações na rede de esgoto e consequências negativas das ligações irregulares;

   elaborar plano de erradicação de ligações clandestinas;

eliminar  os  lançamentos  diretos  de  ligações  clandestinas  em  córregos/galerias pluviais onde não existam interceptores;

elaborar  o  plano  municipal  de  gestão  integrada  de  resíduos  sólidos  urbanos, conforme a Lei Federal nº 12.305/10;

elaborar o plano de coleta seletiva e reciclagem, incluídos os resíduos orgânicos, devendo contemplar os direitos das associações/cooperativas de catadores garantidos por lei, além de incentivo à inserção de catadores;

conscientizar a população, por meio de campanhas educativas permanentes, sobre a necessidade de diminuir a geração dos resíduos sólidos na fonte, a importância da separação, acondicionamento e disposição adequada dos rejeitos coletados;

realizar e campanha de educação ambiental baseada na lição dos 3Rs – reduzir, reaproveitar e reciclar – (reaproveitamento de materiais como matéria-prima para um novo produto);

promover a cooperação técnico-científica dos setores públicos e privados para o desenvolvimento de pesquisas de novos produtos, métodos, processos e tecnologias de reciclagem, reutilização e tratamento dos resíduos sólidos ambientalmente adequados;

fortalecer o programa de coleta seletiva de resíduos recicláveis para aumento da massa de resíduos recicláveis desviados da coleta convencional;

verificar  a  viabilidade do  uso  de  áreas, no  âmbito  do  município,  destinadas à implantação de centrais de gerenciamento de resíduos sólidos;

   implantar  unidade  de  tratamento  de  resíduos  orgânicos,  como  compostagem/
vermicompostagem e/ou digestão anaeróbia/bioenergia;

otimizar os roteiros de coleta especial, varrição e limpeza de ruas, com alteração de frequência, horários, percursos e pessoal envolvido, de forma a manter a cidade mais limpa; 

fazer a disposição de resíduos sólidos, não recicláveis, em novo aterro sanitário para atender a respectiva demanda do município por um período mínimo de 20 anos;

   elaborar o plano diretor de drenagem urbana;

elaborar estudo para criação de dispositivos legais que contemplem os princípios do gerenciamento e do ordenamento das questões referentes à drenagem urbana, transporte, detenção, retenção e reaproveitamento para o amortecimento de vazões de cheias e tratamento e disposição final, na área urbana do município;

implantar estrutura especializada em manutenção e vistoria permanente no sistema de microdrenagem e macrodrenagem;

elaborar plano para realização de limpeza e desassoreamento nos rios utilizados pelo sistema de drenagem e reflorestamento de suas margens;

projetar e implantar sistema de infiltração e detenção de águas pluviais nas áreas urbanas, com prioridade para áreas de maior risco de inundação;

elaborar projetos visando à minimização de inundações nas áreas delimitadas de alto risco de inundação;

   implantar sistema de alerta contra enchentes, de forma articulada com a Defesa Civil.


4.9.     MEIO AMBIENTE

O ordenamento urbano e o resgate da confiança no Poder Público em relação ao controle do crescimento urbano da cidade.

No período de 2016/2020, além de dar continuidade e ampliar os programas e projetos em andamento, propõem-se a realização de diversas outras ações para garantir a qualidade do meio ambiente no município de Mangaratiba. Entre estas ações, destacam- se as seguintes:

adotar o Licenciamento Ambiental Pleno, que consiste no controle de atividades potencialmente geradoras de impactos ao meio ambiente ou utilizadoras de recursos naturais, envolvendo a emissão de licenças ambientais para todas as atividades potencialmente poluidoras e o monitoramento rigoroso da instalação e o funcionamento destes empreendimentos;

dotar os órgãos de fiscalização dos recursos materiais e humanos necessários ao correto desempenho das atribuições;

combater as construções irregulares, realizando e mantendo o embargo das obras, bem como executando a demolição daquelas que efetivamente estão agredindo o meio ambiente;

promover  a  demarcação  física  dos  limites  das  Unidades  de  Conservação  do município, elaborando o Plano de Manejo, promovendo a regularização fundiária dos imóveis e intensificando as ações de educação ambiental nas áreas;

    atuar permanentemente na área da educação ambiental;

realizar um projeto macro de paisagismo para a cidade, objetivando diagnosticar a situação das áreas já disponíveis (praças, parques etc.) e projetar novos espaços com arborização adequada baseado na boa técnica de paisagismo;

dotar o setor de praças e arborização de equipamento adequados em número e especificação para fazer frente à manutenção dos espaços públicos, bem como de pessoal qualificado para estas tarefas;

    elaborar plano preventivo de controle de emissão de ruídos.



4.10.    CULTURA

Mangaratiba, na última década, mais do que em toda a sua história, tem recebido atenção nacional e internacional em  diversos segmentos. Os elevados índices de  educação, os serviços  de saúde,  o extraordinário desenvolvimento da indústria  da Tecnologia  da Informação, a qualidade de vida e baixos índices de criminalidade, se comparado a outras capitais, o crescimento da infraestrutura de recepção e de lazer, e as potencialidades de diversos setores, sem  esquecer as  tão apreciadas belezas naturais, fizeram da  capital catarinense um lugar ideal, escolhido por muitas pessoas de outras cidades, estados e países para viver, trabalhar e morar.

Trata-se de assegurar e aumentar a qualidade de vida da cidade que é a quarta do Brasil neste quesito e definir um modal de desenvolvimento endógeno e sustentável. Um crescimento que usufrua dos recursos naturais sem degradá-los, que amplie e aprimore os setores de produção e de serviços em conformidade com as características da rica diversidade ambiental e cultural da cidade, e que acima de tudo valorize a criatividade de seu povo para consolidar Mangaratiba como o lugar de realização dos sonhos de quem nasceu na cidade e de quem a escolheu para passar um dia, um mês ou uma vida inteira.

No período de 2016 a 2020, nossa proposta é dar continuidade aos programas e projetos em andamento, assim como aperfeiçoar e ampliar as ações para promoção de políticas públicas de Estado que atendam demandas da cadeia produtiva da cultura, em sintonia com as diretrizes elencadas no Plano Municipal de Cultura.


As principais ações para o próximo mandato são as seguintes: 

promover a capacitação de gestores, produtores e demais agentes culturais visando à qualificação da produção artística e cultural na cidade, aliada às novas tecnologias de informação e comunicação;

promover programas, projetos e ações que estimulem o desenvolvimento de novos parques tecnológicos, incubadoras, polos de audiovisual e mídias interativas, entre outras atividades que contribuam para a sustentabilidade da cadeia produtiva da cultura;

fortalecer as parcerias com universidades e instituições culturais para desenvolver projetos conjuntos, otimizando recursos e ampliando a atuação e abrangência na cidade;

    adotar a Economia Criativa como uma das estratégias de desenvolvimento para Mangaratiba;

fomentar o empreendedorismo e valorizar a moda, o design, as artes urbanas, o grafite e a gastronomia, entre outras expressões culturais da atualidade, ligadas a atividades criativas, fortalecendo a economia da cultura;

estabelecer  parcerias  e/ou  convênios  para  apoio  a  projetos  de  iniciativas  não governamentais que tenham relevância sociocultural, visando intensificar e qualificar a agenda cultural de Mangaratiba;

implementar programas de apoio, visando à ocupação de espaços e imóveis ociosos ou degradados, de interesse do poder público municipal, para realização   de atividades de fomento às artes e às culturas;

estimular e apoiar a produção de publicações sobre a história, a cultura e as artes, bem como a produção de material de formação e divulgação, jornais e revistas especiais sobre o universo cultural de Mangaratiba;

priorizar a Cultura como direito fundamental do cidadão, fazendo com que, junto com a Educação, a Saúde e a Ciência e Tecnologia, seja  um  importante vetor de transformação social para a construção de uma cidade melhor para as futuras gerações;

fortalecer as políticas públicas de incentivo aos setores de Tecnologia da Informação e Cultura Digital, para criação de produtos e serviços inovadores que consolidem Mangaratiba como referência;

instalar e manter Centros Culturais Multiuso com auditório, biblioteca, ludoteca, laboratório de inclusão digital, salas para oficinas de diferentes linguagens artísticas e teatro; 

fortalecer a transversalidade da cultura nas diversas políticas públicas municipais, especialmente nas áreas da Educação, Desenvolvimento Social, Planejamento Urbano, Turismo, Saúde e Segurança Pública;
fortalecer  parcerias  e/ou  convênios  com  outras  instituições  para  promoção  de programas, projetos e ações voltadas à cultura inclusiva, proporcionando que pessoas com cegueira, baixa visão, surdez, deficiência mental ou física, autismo, entre outras situações, tenham acesso aos bens, produtos e serviços da cultura, dentro dos princípios de respeito e igualdade;
promover programas e ações que assegurem o acesso aos bens, serviços e produtos da cultura, e a liberdade de expressão de grupos minoritários e comunidades em
situações de exclusão social ou de vulnerabilidade, ou ainda que envolvam questões de gênero, orientação sexual e etnia;
instalar nos acessos aos bairros de Mangaratiba marcos visuais como pórticos de entrada, identificados com a cultura local e que valorizem artistas ou potencialidades da região, reforçando a autoestima dos moradores e criando um sentimento de pertencimento que contribua para a proteção e preservação do patrimônio natural e cultural de cada comunidade; 
desenvolver programas, projetos e parcerias, visando à digitalização de acervos audiovisuais, documentos, bibliografias, fotografias, artes visuais e músicas, entre outros produtos para disponibilização pública, ampliando o acesso às diferentes produções culturais realizadas no município;
   implantar o “Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais”, construindo
um banco de dados sobre manifestações, acervos, espaços, equipamentos, bens e serviços culturais, entre outras informações que possam ser utilizadas para mensurar o impacto social e econômico da cultura no desenvolvimento da cidade.



4.10   ESPORTE E LAZER

As estatísticas mostram que os projetos sociais vinculados ao esporte reduzem significativamente a evasão escolar e aumentam o índice de aprovação colegial entre os estudantes atletas.

A integração das políticas de esporte, lazer e educação se traduzem na construção da cidadania plena e na geração de novas oportunidades, refletindo diretamente na melhoria da qualidade de vida da população.

Tais projetos integrados têm se valido de atletas-estagiários, onde o custo de sua remuneração se traduz em investimento em sua própria formação, por meio de atividades realizadas diretamente nas comunidades, mediante o aproveitamento dos equipamentos das escolas das periferias em seus horários de ociosidade.

As principais propostas da área para o período de 2016 a 2020 são as seguintes:


    desenvolver projetos esportivos de inclusão social;

    desenvolver projetos de formação esportiva;

    estimular projetos voltados à comunidade;

    implantar projetos para pessoas com deficiências; 

    incentivar projetos esportivos que usem o meio ambiente como área de prática;

    buscar recursos para construção de áreas esportivas;

    desenvolver projetos para as áreas escolares;

   incentivar e contribuir para a realização de grandes eventos;

ampliar a integração das atividades desportivas comunitárias com as áreas da educação, saúde e segurança pública;

promover competições regionais, integrando os clubes de bairro, objetivando também a identificação de jovens talentos esportivos;

    orientar os atletas de ponta com relação a ações de marketing esportivo;

priorizar a realização de competições de modalidades onde haja atletas locais de destaque, aumentando o potencial de atração de novos praticantes;

    viabilizar apoio em treinamento e competição a atletas de ponta;

priorizar a criação de espaços de lazer em áreas carentes, com a construção de mesas de dominó e xadrez, pistas de skate, quadras de basquete de rua etc.;

incentivar a realização de competições nos bairros, como corridas de rua, natação em praias etc.;

desenvolver projeto de treinamento e apoio aos atletas de alta performance, vinculado a futura arena multiuso; 

manter calendário intenso de atividades esportivas e de lazer nas praias, durante a temporada de verão;

oferecer atividades de esporte e lazer dedicadas à terceira idade nos balneários mais movimentados.



4.11.    ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA


O Sistema Único de Assistência Social vem se estruturando no Brasil de maneira a organizar os serviços da Política de Assistência junto aos entes Federais, Estaduais e Municipais. Ocorre que por muitos anos as políticas assistenciais eram adotadas e implantadas sob a ótica dos Planos Nacionais e segundo as especificidades de cada município.


A próxima administração municipal deverá manter e ampliar os serviços existentes. Entre outras, serão desenvolvidas as seguintes ações:

reestruturar os CRAS e CREAS através de investimento em recursos humanos, de melhoramento e ampliação da frota de veículos e obras nos espaços físicos de trabalho existentes;

construir, no mínimo, quatro CRAS e um CREAS no Continente em equipamento próprio;

potencializar  em  caráter  emergencial  o  serviço  PAEFI/Sentinela  (Programa  de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos) para atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência;

   construir um abrigo municipal para Mulheres Vítimas de Violência, e em Situação de
Rua;

estruturar e ampliar a oferta de atendimento ao CREAS Pop (Centro de Referência para População em Situação de Rua);

construir um Centro Dia para Pessoas Idosas, em parceria com a Secretaria de Saúde, para que os idosos passem o dia recebendo atendimento psicossocial e da área da saúde;

construir uma Instituição de Longa Permanência para Idosos – ILPI, também em parceria com a Secretaria de Saúde, para atendimento aos idosos em situação de dependência física (acamados), sem família e em situação de violência ou vulnerabilidade social, nos quais o idoso permanece internado;

construir o Abrigo para Crianças e Adolescentes vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade;

   reestruturar e ampliar a Casa de Apoio a Pessoas em Situação de Rua;

   apoiar e fortalecer as Coordenadorias e Conselhos através de ações de formação, capacitação,  melhor  adequação  de  espaço  físico,  disponibilização  de  recursos humanos e materiais e demais suportes. 


4.12.    SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública atualmente está entre as principais demandas da sociedade brasileira. Para Mangaratiba poder ter mais autonomia na questão da segurança pública, é fundamental a municipalização da segurança.

A Guarda Municipal de Mangaratiba,inicialmente criada com foco nas questões de fiscalização de trânsito, oito anos após mostra que, por sua importância e pelo trabalho realizado com seriedade pela corporação, passou a ter mais responsabilidades, abraçando um leque de demandas municipais.

A Guarga passara a atuar não só na fiscalização de trânsito, mas na segurança pública fazendo trabalho ostensivo em ambientes públicos municipais, dando apoio às demais fiscalizações do serviço público municipal. Também dá apoio à Prefeitura em situações de tumulto da ordem pública.


Para que a segurança pública seja garantida pela administração municipal, de forma autônoma e eficaz, é preciso adotar algumas providências. Entre estas, destacamos:

    aumentar o efetivo;

    descentralizar, tornando mais efetiva.

    no trânsito, visando transformar a cidade em modelo nacional de trânsito seguro;

    implantar sistemas de monitoramento em toda cidade;

implantar o “Voluntário Amigo da Criança”. Os voluntários seriam integrantes das comunidades que, formados pela Guarda, auxiliariam as crianças das escolas públicas na travessia de ruas nos horários de entrada e saída da escola;

    ampliar as rondas escolares e patrimoniais;


4.13.    CIÊNCIA E TECNOLOGIA


O plano apresentado ao povo de Mangaratiba procura estender a participação da Prefeitura no processo. Objetiva desencadear uma ação estratégica consciente e cooperada para o desenvolvimento sustentável através da inovação.

O Conselho Municipal de Inovação reúne os principais atores no processo de desenvolvimento sustentável através da inovação. Trata-se de um mecanismo de participação da comunidade no direcionamento de ações governamentais através da formulação de diretrizes, acompanhamento e fiscalização. Tem participação garantida nas deliberações sobre a destinação de recursos por meio do Comitê Gestor do Fundo Municipal de Inovação e do Programa de Incentivo a Inovação. Sua ação possibilita a articulação e a integração entre as entidades e outros mecanismos promotores da Capital da Inovação.

  O Fundo Municipal da Inovação possibilita  a captação e destinação de recursos para projetos inovadores de interesse da cidade. Tal ação permite a aplicação do conhecimento gerado em Mangaratiba na solução dos problemas daqui. Viabiliza um reencontro entre quem sabe resolver com quem precisa de soluções inovadoras para os problemas da cidade. 

O Programa de Incentivo a Inovação contempla o empreendedorismo inovador do empreendedor individual e das micro e pequenas empresas. Uma espécie de "Lei Rouanet Municipal" voltada à inovação, semelhante à atual Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Destina recursos a projetos apresentados por empreendedores selecionados, mediante critérios e áreas prioritárias estabelecidas pelo Conselho Municipal de Inovação.

Mas como estas oportunidades serão difundidas? Como os projetos dos pequenos empreendedores chegarão à Prefeitura? Através da rede de Escritórios de Projetos Inovadores.

O Plano de Sustentabilidade deve conter medidas e propostas, suportadas pelo orçamento da unidade organizacional, para a racionalização no uso de recursos naturais, ações de responsabilidade social para servidores, ações de eficiência energética, investimentos em tecnologias limpas, otimização da cadeia de suprimentos, preservação do meio ambiente, reciclagem, respeito aos direitos humanos, proteção à saúde humana e ergonomia no trabalho, preservação da água, saneamento básico e mudança nos padrões de consumo.

Da mesma forma, o Plano Municipal de Inovação, voltado para a qualidade da ação de governo - os serviços públicos - obriga que cada unidade organizacional reserve tempo e recursos para a sua modernização através da inovação. Se o processo do pensar a organização for estabelecido formalmente dentro de uma filosofia de melhoria contínua, com o passar do tempo, a excelência na qualidade dos serviços públicos poderá ser atingida em todos os setores. Também neste caso, o Conselho Municipal de Inovação exerce papel preponderante, cobrando os planos de sustentabilidade e de inovação e acompanhando a sua execução.


Nossa proposta para a área de Ciência e Tecnologia para o período de 2016 a 2020 inclui as seguintes ações:

planejar   ações   estratégicas   que   promovam   a   transferência   de   tecnologias sustentáveis adequadas ao desenvolvimento do município, objetivando desencadear uma ação estratégica consciente e cooperada para o  desenvolvimento sustentável através da inovação;

ampliar   a   participação   do   município   na   difusão   do   conhecimento   sobre desenvolvimento sustentável;

    institucionalizar o Sistema Municipal de Inovação – SMI;

    fortalecer o Conselho Municipal de Inovação – CMI;

prover de recursos o Fundo Municipal de Inovação – FMI e o Programa de Incentivo à Inovação – PII;

  realizar parcerias com os diversos setores da sociedade para promover e incentivar a transferência de tecnologias visando a estruturação de ações mobilizadoras do desenvolvimento econômico, social e ambiental do município;

  criar estratégia de atividades dos diversos organismos públicos e privados que atuam direta ou indiretamente no desenvolvimento de inovação em prol da municipalidade; 
  desenvolver projeto de incentivo a tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável por meio dos Arranjos Promotores de Inovação;

  construção de canais e instrumentos qualificados de apoio à inovação para o desenvolvimento sustentável e para a transição à Economia Verde;

  dar continuidade ao processo de implantação do Projeto de Prefeitura Digital por meio do Sistema de Processos Eletrônicos;

     elaborar o Plano de Inovação e Sustentabilidade do Executivo Municipal;

     fortalecimento da Rede de Promoção da Inovação – RPI, que será composta de Escritórios de Promoção da Inovação – EPI;

     implantação do Jardim Botânico;

     implantar a Cidade Digital, com Rede de Fibra Óptica, Voip e Internet Comunitária;

     consolidar a marca “Capital da Inovação”;

     consolidar o relacionamento Cidadão – PMF por meio do Portal do Cidadão;

     ampliar os Centros de Inclusão Digital e torná-los acessíveis.


4.14.    ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

Há oito anos a administração municipal de Mangaratiba estava amparada em modelo institucional superado, de costas voltadas à maioria da população, ignorando suas peculiaridades e necessidades regionais. Estava amplamente evidenciada a necessidade da adoção de um novo modelo de gestão, identificado pela modernidade e pela proximidade com o cidadão.

Logo de início foram deflagradas ações voltadas para o fortalecimento da administração pública municipal, preparando-a para garantir sua presença efetiva junto aos cidadãos. Buscava-se, com as medidas, conduzir a Prefeitura para além do simples papel de prestador de serviços públicos, levando-a a ser o grande animador da mobilização das comunidades e da criação de canais de comunicação com as pessoas, construindo políticas públicas consistentes com as demandas efetivas de cada comunidade e região.

Vários anseios legítimos dos servidores públicos municipais, represados por muito tempo, foram reconhecidos e atendidos com a aprovação de leis específicas para as diversas áreas de atuação da Prefeitura. As perdas salariais referentes à administração anterior, que foram zeradas.


Para o período 2016 / 2020, apresentamos as seguintes propostas:

fortalecer o sistema previdenciário do município, assegurando solidez e viabilidade financeira para garantir o pagamento dos benefícios futuros;
    implantar novo Plano de Carreira para o servidor municipal;

    adotar intensivamente o uso de ferramentas de Gestão Eletrônica de   Documentos – GED, possibilitando a digitalização de processos e seu trâmite de forma eletrônica, incrementando a agilidade e diminuindo os custos operacionais;

instituir, em cada região do município o Conselho de Desenvolvimento Regional, de caráter consultivo, garantindo a representatividade dos segmentos sociais organizados;

    promover reuniões periódicas com os conselhos comunitários;

    capacitar permanentemente os servidores municipais;

promover o fortalecimento da função planejamento da Prefeitura, adequando as estruturas existentes às novas competências exigidas pelo modelo de gestão democrática em bases descentralizadas;

implementar a Ouvidoria do município como órgão de ligação entre o cidadão e o poder público, tendo a transparência como base para uma administração democrática e ensejando ao máximo a participação popular, inclusive de fiscalização e controle das ações administrativas;

modernizar  a  administração  municipal  utilizando  os  recursos  de  Tecnologia  da Informação e comunicação e adotando técnicas modernas de gestão, compatíveis com o conceito de Governo Eletrônico.




JOSE CARLOS DA COSTA